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Comerciantes de Viana se reúnem para discutir fechamento de lojas

| 17/03/2021 11:31 h

Comerciantes do bairro Marcílio de Noronha e região, em Viana, fizeram uma concentração na manhã desta quarta (17) para discutir o fechamento das lojas a partir de quinta-feira (18). O governo do Estado decretou o fechamento do comércio não essencial como medida para combater a pandemia.

De acordo com a empresária Sibele Pinheiro, cerca de 50 comerciantes se reuniram para debater o que farão sobre o fechamento dos serviços não essenciais durante 14 dias. Eles são contra a medida no município e se mobilizaram para entregar um abaixo-assinado na prefeitura.

“No ano passado todos nós precisamos fechar. Então, neste ano, já estamos fazendo essa concentração para informar ao prefeito que não vamos aceitar isso. Até porque Viana não está na área de risco e os nossos estabelecimentos estão aptos para receber a população cumprindo as normas de segurança”, contou.

Mesmo com o sentimento de revolta, os comerciantes vão respeitar o decreto e fechar as portas na quinta, mas buscam uma solução para a reabertura.

“Nós nos encaixamos no que eles pediram, mas eles querem mais uma vez tirar o nosso direito de trabalhar. É essencial para nossas vidas continuar trabalhando para trazer o sustento dos nossos lares”, relatou a empresária.

Comerciantes de Viana se reuniram para debater o fechamento do comércio
Comerciantes de Viana se reuniram para debater o fechamento do comércio |  Foto: Sibele Pinheiro

Governo anuncia quarentena

O Espírito Santo vai entrar em quarentena a partir da próxima quinta por um período de 14 dias. Assim, todas as 78 cidades do Estado serão reclassificadas no Mapa de Risco para o risco extremo.

Em entrevista coletiva na terça (16), o governador Renato Casagrande analisou o atual momento como uma "guerra" e deixou claro que a medida não é um lockdown, mas uma recomendação para que as pessoas evitem circular pelo Espírito Santo.

As medidas foram anunciadas após uma série de reuniões realizadas pelo governador com representantes de indústrias, comércio, autoridades religiosas, prefeitos e lideranças municipais e representantes dos poderes Judiciário e Legislativo.

Todas as atividades consideradas não essenciais serão restritas no Estado. Diante disto, foi elaborada uma lista de atividades que estão autorizadas a operar normalmente enquanto este período de 14 dias estiver em vigor.

Dentre as atividades estão:

  • Serviços de assistências à saúde;
  • Serviços públicos considerados essenciais pelos municípios;
  • Atividades industriais;
  • Assistência social e atendimento à população em situação de vulnerabilidade;
  • Atividades relacionadas à segurança pública, agentes de trânsito e guardas municipais;
  • Supermercado, mercados, hortifrutis e afins;
  • Atividades envolvendo equipamentos de infraestrutura;
  • Estabelecimentos que comercializam produtos de insumos agrícolas e material de construção;
  • Estabelecimentos de comercialização de produtos de cuidados animais;
  • Concessionárias de geração de energia elétrica;
  • Transporte coletivo e serviços de transporte por aplicativo;
  • Casa de peças automotivas e oficinas;
  • Telecomunicações
  • Serviços Funerários
  • Bancos, casas lotéricas e serviços postais
  • Igrejas e atividades religiosas, atuando preferencialmente de modo virtual;

Fonte: Governo do Estado

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