search
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.


Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

esqueceu a senha? Assinar agora
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.

“Cheguei a chorar aqui”, diz jogador capixaba na Espanha

Esportes

Publicidade | Anuncie

Esportes

“Cheguei a chorar aqui”, diz jogador capixaba na Espanha


Os capixabas Victor Hugo e Paulo Vitor moram juntos em Málaga, na Espanha, onde jogam pelo Club Mijas Las Lagunas (Foto: Acervo pessoal)
Os capixabas Victor Hugo e Paulo Vitor moram juntos em Málaga, na Espanha, onde jogam pelo Club Mijas Las Lagunas (Foto: Acervo pessoal)

Em menos de dois meses, 4.089 vidas se foram na Espanha por causa do novo coronavírus. O país europeu, que teve o primeiro caso de Covid-19 no dia 01 de fevereiro, já ultrapassou a China (3.285) em número de mortos e atualmente é a segunda nação com mais casos fatais da pandemia no mundo, atrás apenas da Itália, que soma 7.503 mortes.

O cenário é um “pesadelo” para dois jogadores capixabas de futebol, o atacante Paulo Vitor Amorim, de 26 anos, e o volante Victor Hugo Gaigher, de 25, ex-atletas da Desportiva. Eles moram juntos em Málaga, na região da Andaluzia, uma das mais afetadas do país localizado na península ibérica, onde defendem o Club Mijas Las Lagunas.

“Antes de dormir eu dobro meus joelhos. Teve dia que eu cheguei a chorar aqui. Nunca vivi isso e estar longe da família é bastante dolorido. Em um momento de tristeza, você sempre procura alguém que vai te dar carinho, conforto”, conta Paulo Vitor.

Os casos de Covid-19 crescem de maneira assustadora no país, que vive em quarentena total desde o último dia 15. Naquele momento, a Espanha tinha 5.700 casos confirmados e 136 mortes pela doença.

De quarta-feira (25) para quinta-feira (26), morreram 655 pessoas no país. À medida em que as autoridades aumentam a capacidade de realizar testes, os casos confirmados também crescem exponencialmente e já são 56.188 mil, 8.578 nas últimas 24 horas.

Com o sistema de saúde sobrecarregado, o país corre contra o tempo para construir hospitais para ampliação do número de leitos. O Ministério da Saúde espanhol já admitiu que alguns hospitais estão sendo mais restritivos na admissão de pacientes.

A Espanha também enfrenta problemas para enterrar os mortos. Uma pista de patinação em um shopping center em Madrid, por exemplo, tem sido usada como necrotério.

As pessoas só podem sair para as ruas para irem aos comércios essenciais, como farmácias e supermercados, ou ao médico, sob pena de multa de até 3 mil euros. A quarentena deve permanecer, pelo menos, até o dia 11 de abril.

“A gente vê essa situação de médicos tendo de escolher quem vai viver, quem vai morrer. É complicado demais ver tudo isso fazendo e a gente dentro de casa, correndo o risco de ser mais um na estatística. Ver esse monte de pessoas morrendo em um piscar de olhos é um pesadelo para todos”, conclui Victor Hugo.


Alerta para família e amigos


Vivendo de perto o sofrimento da Espanha, os jogadores capixabas Paulo Vitor Amorim e Victor Hugo Gaigher também estão preocupados com a situação no Espírito Santo e no Brasil. Os dois têm conversado diariamente com familiares e amigos, reforçando a importância de seguir as recomendações médicas e a determinação do Governo do Estado para isolamento social, no combate à pandemia do novo coronavírus.

4.089 mil pessoas já morreram na Espanha em virtude do Covid-19, o que fez o país europeu superar a China ontem em número de mortes, e 56.188 mil estão infectadas. A Espanha está em quarentena desde o último dia 15 e deve permanecer assim, pelo menos, até o dia 11 de abril.

“Diariamente tem morrido muitas pessoas aqui. A gente está se sentindo ameaçado, com medo. Minha família está bastante preocupada, estamos mantendo contatos diários. Estamos passando para eles o que está acontecendo aqui para eles não viverem isso aí no Brasil porque é uma coisa muito séria e que está matando muita gente”, alerta Victor Hugo, que está preocupado com os pais Hugo Serafim e Silvana Gaigher e o irmão Matheus Gaigher, que vivem em Cariacica.

Paulo Vitor também tem “puxado a orelha” de amigos, além da preocupação com os pais José Carlos e Nilza Maria, os irmãos Luiz Fernando, Carlos Eduardo e Joisse, que moram em Viana, e a irmã Patrícia, que mora nos Estados Unidos.

“Converso com meus amigos direto e falo com eles, ‘rapaz, se cuida, cuidado com a rua, fica dentro de casa’ porque a situação não é brincadeira não, é muito complicada”, afirma Paulo Vitor.


Esperança para a bola voltar a rolar

Victor Hugo e Paulo Vitor no mesmo lance, atuando no futebol da região da Andaluzia, na Espanha  (Foto: Divulgação/Club Mijas Lagunas)
Victor Hugo e Paulo Vitor no mesmo lance, atuando no futebol da região da Andaluzia, na Espanha (Foto: Divulgação/Club Mijas Lagunas)

O atacante Paulo Vitor e o volante Victor Hugo foram para a Espanha para viverem a primeira experiência internacional na carreira deles. O sonho de jogar na Europa ia bem até a paralisação do campeonato no dia 03 de março, em virtude da pandemia do novo coronavírus, o Covid-19.

Os dois amigos defendem o Club Mijas Las Lagunas, que está em segundo lugar na primeira divisão do Campeonato de Málaga (Primera Andaluza Málaga Senior). O time está na zona de classificação para a Divisão de Honra (División de Honor Andaluza) de 2021, competição com os melhores times da região da Andaluzia, do qual a cidade de Málaga faz parte.

Victor Hugo já fez um gol e deu cinco assistências, enquanto Paulo Vitor contribuiu com três assistências e ainda busca seu primeiro gol com a camisa do clube. No futebol capixaba, eles já defenderam Desportiva e Vitória, entre outros clubes.

Os dois estão assustados com a situação da Espanha, que já soma mais de 4 mil mortes por causa do novo coronavírus, mas têm a esperança de que a situação melhore no país e que a bola volte a rolar.

“Estava sendo uma das melhores experiências possíveis porque a gente almejava isso. Independentemente dessa situação agora que está acontecendo, devemos agradecer pelas oportunidades. Estava sendo muito importante para a nossa carreira”, lembra Paulo Vitor, que foi revelado pelo Vitória.

“A gente tem um objetivo. Sei que esse momento vai passar”, completa Victor Hugo.


Olá, !

Esse é o seu primeiro acesso por aqui, então recomendamos que você altere o seu nome de usuário e senha, para sua maior segurança.



Manter dados