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Chance de perder o emprego é baixa para 61,5%
Cláudio Humberto
Cláudio Humberto

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Chance de perder o emprego é baixa para 61,5%

Pesquisa Diário do Poder/Orbis, que aferiu a percepção dos brasileiros sobre os efeitos da pandemia da Covid19 na economia, revela um inesperado otimismo: os entrevistados consideram “muito baixa” (46%) ou “baixa” (15,5%), totalizando 61,5% a chance de perder seu emprego por conta da crise do coronavírus”. Para 13% o risco é “médio”, enquanto 6,6% veem como “alta” e 19% como “muito alta” essa probabilidade.

Despreocupação feminina
As mulheres são mais otimistas: 48,7% acham “muito baixa” a chance de perder o emprego, contra 43,7% de homens.

Preocupação feminina
A parcela de mulheres preocupadas com o emprego também é maior: para 21,1% é muito alta a chance de desemprego, e 16,9% de homens.

Millenials tensos
A fatia da população mais preocupada está na faixa etária de 20 a 35 anos, onde 26% acham que é muito alta a chance de ocorrer o pior.

Dados da pesquisa
A Orbis entrevistou 2.163 pessoas em todo o território nacional, e disponibiliza os formulários e documentos à Justiça Eleitoral.

OMS nunca recomendou a paralisia do trabalho
Para a Organização Mundial da Saúde, as medidas contra o novo coronavírus são complexas e diversas, e o “distanciamento social”, a mais polêmica (cuja “livre tradução” brasileira é “isolamento”) reforça a ideia de evitar contato físico, manter distância mínima entre pessoas etc. A OMS nunca recomendou que as pessoas evitassem trabalhar, apenas indicou medida ampla de ficar em casa. Mas só para quem tem condições de trabalhar onde reside, à distância, ou seja, o home office.

Profissionais e profissionais
A OMS recomenda que a vida siga em frente; uma caminhada ao ar livre, como exemplificou o ministro Mandetta, faz bem à saúde.

Outro setor
O cuidado em medir as palavras para evitar equívocos é característica conhecida do diretor-geral da OMS, dr. Tedros Adhanom.

Preocupações
OMS está tão aflita com a falta de equipamentos de proteção individual (EPI) para profissionais de saúde quanto com o “distanciamento”.

São uns artistas
A Câmara mantém o ritmo de sempre e tentou superar a paralisia iluminando o prédio de verde, como “conscientização sobre Covid-19”, mas nenhum deputado vai ver. Todos estão em casa, de quarentena.

Velhíssima raposa
Rodrigo Maia continua embromando sobre redução salarial e fundão eleitoral de R$ 2,7 bilhões no combate à Covid-19. Quando perguntado sobre esses assuntos, ele critica Bolsonaro por qualquer razão. Assim, garante manchete para o repórter e desvia a atenção dos abestados.

Vírus como réu
Advogados trabalhistas ativistas agora reclamam de “precarização de direitos” no combate à Covid-19. Bem que poderiam processar o vírus. Certamente encontrariam algum juiz trabalhista que lhes desse razão.

Ilha da fantasia
A população do Brasil aumentou 30% nos últimos 20 anos, mas os servidores públicos cresceram 82%. São 11,5 milhões que custarão ao País R$ 1 trilhão, este ano. E, ao contrário dos trabalhadores do setor privado, na crise da Covid-19 não perderão o emprego e nem salários.

Sensatez
Abaixo-assinado no site Change.org já atingiu mais de 1,2 milhão de apoiadores a destinar os R$ 3 bilhões dos fundos partidário e eleitoral (fundão sem vergonha) para o orçamento de combate ao coronavírus.

Mal passo
Menos de dois anos antes do surto do coronavírus, o então deputado e hoje senador Izalci (PSDB-DF) mandou rejeitar projeto de isenção de IPI das ambulâncias adquiridas por municípios. Hoje isso faz falta.

Fama a todo custo
Já tem uma entidade de supostos juristas tentando uma busca pela fama. O mais novo factoide foi denunciar Jair Bolsonaro ao Tribunal Penal Internacional por “crimes contra a humanidade”.

Ninguém viu, ninguém vê
Mesmo com adiamentos, a Caixa promove sorteio da Páscoa. Estima prêmios, fala de alternativas para apostar sem ir à lotérica, mas nada sobre usar os bilhões arrecadados pelas loterias no combate ao vírus.

Pensando bem...
...mais vale um Mandetta na Saúde que três filhos no Twitter.

Poder sem pudor

Só com retrato
Um vereador de Araci, no Norte baiano, foi ao jornal Tribuna da Bahia pedir para divulgar uma notícia importante: o ministro do Interior da época, Mário Andreazza, havia liberado recursos para o saneamento da cidade. Tinha até a foto que registrara o encontro, mas havia um problema: só aparecia metade do rosto de Andreazza. “Não dá para publicar”, informou o editor. O vereador perdeu o interesse: “No interior, notícia sem retrato é mentira.”
 

Colaboram: André Brito e Tiago Vasconcelos

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