Flávio Dias

Flávio Dias


Chama o VAR! Ou não...

Éverton Ribeiro tira onda (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
Éverton Ribeiro tira onda (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
Vai ter VAR. Sinal de fim das polêmicas ou indício de que novas polêmicas surgirão? Fico com a segunda opção. O Brasil vai revolucionar a aplicação do árbitro de vídeo no futebol. Como? Dando novo sentido e encontrando brechas para se aproveitar do sistema. Nada mais natural no país do jeitinho...

A ideia original do VAR é a sua aplicação em jogadas que não sejam subjetivas. Agressão, impedimento, bola entrou ou não entrou, identificação do jogador para cartão amarelo ou vermelho. Aqui, no entanto, até cobrança de lateral termina em discussão, pressão no árbitro e pedido (ineficaz) de revisão no VAR.

Para começar, os jogadores não conhecem as regras. Ou fingem não conhecê-las apenas para pressionarem o árbitro principal. Também não ajuda a falta de clareza nos gestos e posturas dos árbitros. A demora na revisão é outro ponto que joga contra. Cinco minutos para ver se foi ou não foi falta? É tempo demais para criar 1.256 teorias da conspiração na cabeça dos torcedores (e também dos jogadores).

O que se viu no Fla-Flu foi um clássico pegado, nervoso, como acontece na maioria dos clássicos pelo Brasil e pelo mundo afora. Desta vez, porém, apimentado pelo VAR em lances interpretativos. Mas o árbitro acertou ou errou? Depende da interpretação de cada um. Não achei falta do Matheus Ferraz no Rodrigo Caio, também não achei pênalti no Everaldo, e achei pênalti no Lucas Silva. Questão de interpretação.

Me ajuda a te ajudar

Marcelo de Lima Henrique tem histórico de arbitragens confusas e polêmicas. Erra e acerta. Mas pergunte a qualquer tricolor, vascaíno ou botafoguense o que eles pensam sobre ele...

Qualquer erro dele não será o primeiro, porque virá acompanhado do histórico polêmico. E, aí, a confusão está formada. Custava deixá-lo fora desta?

E o jogo?

Diniz conversa com os jogadores na pior atuação coletiva do Flu no ano (Foto: Lucas Merçon/Fluminense)
Diniz conversa com os jogadores na pior atuação coletiva do Flu no ano (Foto: Lucas Merçon/Fluminense)
Polêmicas à parte, o Fla foi melhor. O Flu fez a sua pior atuação coletiva do ano. Não tocou a bola como gosta, jogou “espaçado” e demorou a controlar os nervos. Méritos também da marcação do Flamengo.