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Certo pelo duvidoso?
Painel da Folha de São Paulo

Certo pelo duvidoso?

Atos e discursos autoritários feitos pelos Bolsonaros na última semana reavivaram discussões sobre alterar a Constituição para permitir a reeleição do atual comando do Congresso: Rodrigo Maia (DEM-RJ) na Câmara e Davi Alcolumbre (DEM-AP) no Senado.

Um deputado de centro que era contra a manobra e agora diz que ela deve ser repensada sustenta que é preciso proteger o Parlamento. “Uma forma de fazer é deixá-lo com quem já provou ter equilíbrio para lidar com situações extremas.”

Areia movediça
A operação é mais complexa na Câmara. Maia exerce a presidência da Casa pela terceira vez e há, no meio de seus aliados, quem aponte que qualquer passo por mais um mandato pode estremecer o acordo entre o democrata e os partidos que o apoiam de que um nome do PP iria sucedê-lo.

Fins e meios
Os críticos da manobra dizem que o Congresso seria muito criticado por agir com casuísmo, alterando a lei para atender a um anseio específico. O temor de que o Legislativo seja acusado de quebrar a ordem vigente para impor limites ao governo também é mencionado.

Lição do passado
Já entre os entusiastas da medida há a análise de que a história recente mostra que, em momentos de crise, o Parlamento pode errar – e feio – na escolha de seu comando. Além de Eduardo Cunha, o nome de Severino Cavalcanti, um deputado do baixo clero que foi alçado à presidência após o escândalo do mensalão, é citado.

Sinal amarelo
O próprio Rodrigo Maia tem dito que não acha “uma boa ideia” modificar a legislação. Aos aliados, ele indica que o tema precisa ser exaustivamente ponderado antes de qualquer ação. Davi, por sua vez, é mais afeito à mudança.

Não sei se vou ou se fico
As especulações de que o senador Antonio Anastasia (MG) deve migrar do PSDB para o PSD começaram a gerar incômodo no tucanato. Questionado sobre o assunto, o presidente da sigla em Minas, Paulo Abi-Ackel, diz que não foi informado de nada e envia sinais de que espera uma posição definitiva.

Pegadas na areia
“O PSDB foi o partido que projetou Anastasia, partido pelo qual ele chegou ao governo de Minas duas vezes, depois ao Senado e agora à vice-presidência da Casa. Espero que ele termine o mandato de senador na sigla que o elegeu”, diz Abi-Ackel.

Vapt-vupt
Ministros do Supremo dizem que de quinta-feira não passa o desfecho da discussão sobre a prisão após condenação em segunda instância. Gilmar Mendes antecipou a colegas que vai levar cerca de 10 minutos para proferir seu voto.

Vapt-vupt II
Além dele, outros três ministros precisam votar. Dias Toffoli, o presidente da Corte e possível voto de minerva, também tem dito que fará exposição enxuta, de menos de 20 minutos.

Vale o que está escrito
A chance de uma saída intermediária perdeu mesmo muita força. Ministros que votaram pela prisão em segunda instância dizem que, entre o trânsito em julgado e a prisão após análise do Superior Tribunal de Justiça (hipótese aventada anteriormente por Toffoli), ficam com a primeira opção.

Muy amigo
O governo brasileiro quer fazer com que a Argentina se comprometa com uma agenda de abertura econômica, oferecendo em troca gestos como o apoio à entrada dos hermanos na OCDE antes do Brasil.

Catimba
Nesta circunstância, membros da ala ideológica do governo dizem estar dispostos a ampliar a integração, apesar das diferenças políticas. Mas também já elaboram um plano B, para o caso de resistência argentina.

Dança da cadeira
A ideia é, para alguns produtos, recorrer a tratados consagrados pela OMC (Organização Mundial do Comércio), como um acordo multilateral que prevê zerar as tarifas de importação de bens de informática de todos os signatários.

Cereja do bolo
Outra fonte de insatisfação da ala radical do governo não é bem a Argentina, mas o que chamam de “entulho político-ideológico” do Mercosul. Destaque para o Parlasul, que reúne parlamentares dos países sócios. Nesse fórum, o PT tem papel de destaque.

Tiroteio
“A confissão de Bolsonaro é grave. É prova de interesse no caso Marielle, de obstrução de Justiça e de relações com milícia”. Do deputado Ivan Valente (Psol-SP), após o Presidente ter dito que pegou gravações de seu condomínio; ato será alvo de queixa no STF.

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