Luiz Mantovani


Cem por cento nas Oitavas

Neymar, o craque em quem a torcida deposita as maiores esperanças. (Foto: Divulgação)
Neymar, o craque em quem a torcida deposita as maiores esperanças. (Foto: Divulgação)

Foi um jogo tenso para a torcida e para os jogadores brasileiros, como confessou Thiago Silva, ao final. À medida que o tempo passava e o gol não saía, alguns jogadores demonstravam nervosismo, mas não se desesperaram e mantiveram a organização tática.

A compensação veio  com os dois gols nos últimos minutos. Palmas para Tite que mexeu muito bem no time. Douglas Costa equilibrou o ataque, com jogadas também pela direita. Pelo que mostrou, merece ser titular. Outro que entrou bem foi Firmino. Paulinho tem sido burocrático demais. Dele, não se pode esperar mais do que o feijão com arroz.

Neymar desabou ao final da partida. Há muita pressão pelo fato de ser o craque do time, aquele que a torcida deposita as maiores esperanças. E nesse início de Copa, as coisas não têm funcionado bem para ele. Na ânsia de acertar, tenta as jogadas individuais, acaba desarmado pelos adversários e aí aumentam as cobranças.

É bom lembrar que Neymar vem de uma longa inatividade e ainda não está rendendo tudo o que pode. Contra a Costa Rica segurou menos a bola do que na estreia, diante da Suíça, e já foi mais produtivo para o time. Nas Oitavas, como disse Tite, ele estará cem por cento.

Aliás, como todo o time. Passado o receio do primeiro jogo e deixando a desconfiança para trás contra a Costa Rica, a tendência é de a Seleção Brasileira crescer a cada  jogo, chegando forte na hora do mata-mata das Oitavas.  Independentemente de enfrentarmos México ou Alemanha.