Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.


Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

esqueceu a senha? Assinar agora
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.

Capitã Marvel: um filme de lutas e representatividade
Claquete

Capitã Marvel: um filme de lutas e representatividade

 (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Antes de mais nada, quero pedir desculpa às mulheres. "Capitã Marvel" é um filme que precisa ser analisado por uma mulher, afinal há importantes e eficientes referências à luta que elas diariamente travam contra o machismo. Infelizmente, não foi possível e espero que eu tenha entendido tudo, mesmo com todas as minhas limitações. 

 (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
O novo longa-metragem da Marvel Studios é, sim, uma obra feminista. A própria escolha por investir na personagem para iniciar a nova fase do Universo Cinematográfico da Marvel pressupunha esta intenção. É tradição da editora, ainda nos quadrinhos, refletir questões sociais e representatividade em suas histórias. Depois do marco que foi Pantera Negra (2018) para o cinema, chegou a hora de uma mulher protagonizar um filme de herói do estúdio (não podemos esquecer que Mulher Maravilha (2017), da DC, também marcou geração, basta ver a quantidade de pessoas que se fantasiaram da heroína neste Carnaval).

Carol Danvers, codinome da heroína, não foi uma escolha aleatória. A personagem surgiu na década de 1970, na segunda onda feminista que pregava a igualdade quanto às questões trabalhistas. Ela era responsável pelo setor de segurança da NASA e, no decorrer dos anos, passou a ser uma piloto da aeronáutica, ou seja, uma militar. Este é o motivo de todo o perfil sisudo da personagem interpretada por Brie Larson, ganhadora do Oscar por "O quarto de Jack" (2015).

A atriz entrega o que a personagem pede. Não há necessidade de sorrisos excessivos. O filme não pede isso e não há porque uma mulher ter que sorrir o tempo todo. Estamos falando de um filme de heroína com enredo envolvendo invasões alienígenas e que a protagonista tem uma trajetória de superações mesmo sendo sub-julgada em diversas fases da sua vida. Não são raras as vezes que ela é considerada emocional demais para uma missão (um argumento mais do que insuficiente e mesmo assim bem recorrente na sociedade machista). 

 (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
O espectador pode, de início, considerar o filme confuso e de difícil compreensão. Mas é uma opção da edição. Afinal, Carol Danvers sabe pouco de sua origem e está também perdida. Ela é o nosso ponto de vista, então seria incoerente contar sua trajetória de forma linear. 

Há defeitos? Sim e nisso incluo alguns momentos mais arrastados e alguns trechos dos efeitos especiais. Mas em qual filme não há pontos a serem melhorados? Esta é a primeira vez que a Capitã aparece nos cinemas e outras oportunidades virão para aperfeiçoar cada um desses detalhes e, quem sabe, tornar a personagem protagonista de uma das melhores obras do estúdio. 

 (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
Enfim, tais erros não tiram o brilho de um filme marcante para a Marvel. Mais do que qualquer coisa, este também é um longa-metragem político. Assim como em Pantera Negra, há frases ditas pela personagem que resume com exatidão as lutas sociais.

Assisti em uma sessão de pré-estreia para a imprensa no Cinesystem do Shopping Boulevard, em Vila Velha. Estava acompanhado de uma amiga feminista e, enquanto eu analisa enredo e cenas, ela vibrava com cada momento, principalmente com o clímax e os poderes avassaladores da Capitã Marvel. Estava satisfeita, representada e empolgada. Ou seja, a missão de Carol Danvers foi cumprida.  


Olá, !

Esse é o seu primeiro acesso por aqui, então recomendamos que você altere o seu nome de usuário e senha, para sua maior segurança.



Manter dados