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Cantora capixaba Ana Müller faz as pazes com monstros internos no álbum de estreia “Incompreensível”

Música

Cantora capixaba Ana Müller faz as pazes com monstros internos no álbum de estreia “Incompreensível”


Ana Müller  (Foto: Matheus Costa/Divulgação)
Ana Müller (Foto: Matheus Costa/Divulgação)
A capixaba Ana Müller abriu os trabalhos do disco “Incompreensível” com a contemplativa faixa “Eu Vi Você”, na qual fala sobre se enxergar verdadeiramente. Mas o caminho até o tal autoconhecimento versado no single contou com muitas outras etapas, que foram esmiuçadas pela cantora e compositora capixaba ao longo das 11 faixas do álbum. O trabalho, considerado por ela como a sua estreia fonográfica, será lançado nesta sexta-feira, dia 14.

Logo na faixa-título, a artista faz um convite a um processo de desconstrução ao ouvinte. Ao questionar “o que existe além de mim?”, a artista propõe que todos se abram às infinitas possibilidades que podem responder à indagação, para que surjam, assim, processos individuais de autoconhecimento.Trata-se do primeiro passo para desbravar o deserto que, segundo Ana, existe em todo ser. “‘Incompreensível’ é o homem que decide caminhar por esse deserto e conhecê-lo”, explica.

Foto presente no encarte do disco “Incompreensível” (Foto: Matheus Costa/Divulgação)
Foto presente no encarte do disco “Incompreensível” (Foto: Matheus Costa/Divulgação)
Ao se permitir transitar por todas as personalidades abrigadas em um único “eu”, Ana Müller dá de cara com os seus mais temerosos monstros e dores, encontro que resultou em “Meus Demônios”, segunda faixa do disco. Depois de abrir os olhos para tudo que está ao redor, é hora de se reconhecer como parte do mundo, ou seja, parte da dualidade do universo – temática que ressurge em “Mel e Cristal”, sexta música do trabalho.

Para conseguir aceitar todos as suas versões, Ana precisou entender o que engatilha a existência de seus próprios demônios: “Abrace seu demônio, ame-o, conheça-o profundamente, pois assim você nunca será surpreendido por ele, ele será o seu aliado na sua proteção e equilíbrio”, aconselha.

“Tem Dia” é uma canção onde vemos a narrativa das letras edificar a esperança de que, apesar de qualquer dificuldade, existe beleza na vida; enquanto “Caravelas” destaca as ambivalências das relações afetivas. “Me leva pra casa”, por sua vez, apresenta um eu lírico que pede por calma e tranquilidade depois do turbilhão encontrado em seu deserto interior. É aí, em busca de um refúgio, que Ana descobre a si mesma como abrigo, mas não sem antes enfrentar seu entrave final em “Jaci”, música que fala sobre sua avó e ancestralidade.

A cantora retorna à autocontemplação para se reconciliar com todas as suas versões em “Inquilino”. Incompreensível chega ao fim com um eu lírico que não tem certeza absoluta de quem é, mas que tira sarro dos próprios medos. Isso é evidenciado em “Quem Era Eu” e “Eu Não Tenho Medo”.

Incompreensível foi gravado nos estúdios Lab Oi Futuro (RJ) e Funky Pirata (ES). Com produção musical de Henrique Paoli, a mixagem ficou aos cuidados de Gui Jesus Toledo, no estúdio Canoa (SP); enquanto a masterização foi feita por Fernando Sanches, no estúdio El Rocha (SP).

Ouça "Eu Vi Você" aqui

Assista ao lyric video &feature=youtu.be" target="_blank">aqui


Faixa a faixa:


“Incompreensível”
"Incompreensível é a música que norteou esse trabalho. Primeira de uma série de composições, ela abre o disco porque é também o início do meu próprio questionamento e, como o álbum tem o objetivo de conduzir o ouvinte no seu próprio processo, essa música conduz o ouvinte a um início. É uma provocação, a primeira frase é uma pergunta: ‘o que existe além de mim?’"

“Meus demônios”
“Ao conhecer seus demônios, você começa a entender suas dores, começa a entender que, ao contrário do que pensava, seus demônios se enfurecem quando você permite que o mundo ou você mesmo se esmague. Seus demônios são sinais de luta. Fazer as pazes com seu demônio interior é o próximo passo depois de sair da sua zona de conforto ao decidir iniciar a jornada de se conhecer”.

“Tem dia”
"Essa música fala de leveza, de compreender que temos muitos momentos diferentes na nossa vida, dias de sentir medo e frio, mágoa e ausência de sentimentos, mas compreender que existe beleza na vida apesar dos dias ruins”.

“Caravelas”
“Fala do que vem antes de tentar se encaixar nas expectativas de alguém, de querer esse alguém antes mesmo de tentar se adequar a ele. Depois vem a outra fase, de compreender que só se ama quando se está livre. Viver sob as expectativas de alguém transforma esse sentimento, deturpa o amor”.

“Me leva pra casa”
“Casa é segurança, é um lugar onde você pode ser quem você realmente é, onde existe aconchego, esperança e calma. É um pedido de alguém que quer se sentir em casa desesperadamente”.

“Mel e cristal”
“O mel tem um poder de sedução gigantesco. Mel e cristal é isso, essa atração entre dois seres vibrando uma mesma frequência, uma frequência pesada e destrutiva. A gente precisa ter cuidado com a forma que nos relacionamos, no final não existe culpado. A gente só tem o que atrai, e às vezes a partir dessa experiência é que temos contato com nosso lado obscuro. É preciso fazer disso um aprendizado e não uma zona de conforto”.

“Jaci”
“Minhas avó faleceu quando eu tinha 11 anos, e isso fez alguma coisa dentro de mim morrer também. Eu nunca consegui escrever nada a respeito do meu sentimento por ela ou do que aconteceu, mas, depois de muitos e muitos anos, eu consegui dizer através dessa música, que leva o nome dela”.

“Inquilinos”
“Todos nós somos muitas pessoas, e isso acontece de forma inconsciente. Ter consciência de todas as personas é essencial pra que você lide bem com você mesmo. Essa música reflete meu contato com meus ‘inquilinos’”.

“Eu vi você”
“É uma canção que fala de um encontro consigo mesmo. Fala-se muito de amor ao próximo, mas as pessoas não conseguem praticar esse amor pelo outro porque não se amam da forma que deveriam, não se acolhem, não se compreendem, vivem no piloto automático. Essa música sou eu tendo consciência de mim”.

“Quem era eu”
“Estamos no fim dessa condução de trabalho espiritual que o álbum propõe e ‘Quem era eu’ é esse indivíduo percebendo que ele nunca vai saber com precisão quem ele é, porque sempre será muitas pessoas ao longo da vida. Ele precisa viver o presente, respeitar quem ele já foi, amar quem ele é e compreender que ele será muitas pessoas ao longo da vida e das muitas fases que virão”.

“Eu não tenho”
“É uma música que ironiza o disco inteiro, e no final é isso que importa também, aprender a se levar a sério na medida saudável. Precisamos ironizar a nós mesmos, os nossos demônios, os nossos medos. É necessário rir da maluquice que é a vida e aceitar que sempre teremos muitos medos, pra enfrentá-los acho que é mais fácil ironizá-los, rir deles, até que se pareçam bobos e pequenos diante da grandeza que você tem em si mesmo para enfrentá-los".


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