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Câmara proíbe dar comida aos pombos em Vitória

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Câmara proíbe dar comida aos pombos em Vitória


A tradição de alimentar pombos parece estar com os dias contados em Vitória. E ainda pode resultar em multa de R$ 200 para quem for pego dando comida às aves.

Pelo menos é o que prevê projeto de autoria do vereador Leonil Dias (Cidadania), aprovado na Câmara do município e que agora segue para sanção ou veto do prefeito Luciano Rezende, do mesmo partido do parlamentar.

Segundo Leonil, o objetivo da proposta é “evitar a propagação da doença do pombo ocasionada pelas suas fezes”, argumenta. “Além disso, os piolhos desses animais se propagam nos ambientes onde os mesmos criam ninhos”, prosseguiu o vereador.

Pombos no Parque Moscoso: vereador Leonil  vê risco de 70 doenças. (Foto:  Antonio Cosme - 28/01/2016)
Pombos no Parque Moscoso: vereador Leonil vê risco de 70 doenças. (Foto: Antonio Cosme - 28/01/2016)

Para Leonil, não seria nem necessário tocar os animais para correr riscos. “Eles podem parecer bonitinhos nos desenhos animados, mas na vida real são aves que transmitem cerca de 70 tipos de doenças. Estamos falando de um verdadeiro perigo para a saúde de crianças e adultos”, disse.

O vereador elencou ainda casos recentes para justificar a proposição de sua matéria, como a morte, em agosto, de dois homens em decorrência da criptococose, conhecida como “Doença do Pombo”, em Santos, no litoral paulista.

A Prefeitura de Santos confirmou que o diagnóstico de ambos era a “Doença do Pombo”. Os sintomas iniciais dos dois foram fortes dores de cabeça, além de febre, tonturas e cansaço.

Em Vila Velha, no final de 2018, uma unidade de saúde de Coqueiral de Itaparica foi fechada por causa da infestação de pombos. O local precisou ser fechado para desinfecção e limpeza.

Em novembro de 2018, uma escola de Guarapari foi fechada por infestação de piolhos vindos das aves.

Em 2016, uma universitária de Vitória ficou internada quase um mês devido a uma meningite causada pela inalação de um fungo presente nas fezes de pombos. Leonil também chamou atenção para o fato de as fezes dos pombos corroerem edificações e monumentos históricos.

Questionado sobre como se dará a fiscalização, o vereador passou a bola para a prefeitura, responsável por regulamentar a lei.

A reportagem entrou em contato com a administração municipal para saber sobre o posicionamento da prefeitura em relação ao projeto, como realizariam a fiscalização e aplicariam a multa.
Por meio de nota, a prefeitura disse que “todo projeto aprovado pela Câmara tramita antes nas secretarias afins e na Procuradoria Geral do Município (PGM) para orientação dos procedimentos a serem tomados”.
 


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