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Câmara de SP dá autorização para Covas privatizar Interlagos

Esportes

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Câmara de SP dá autorização para Covas privatizar Interlagos


A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (15) a autorização para que a Prefeitura da cidade promova a privatização do Autódromo de Interlagos.

A votação ocorreu já no fim de uma noite marcada por protestos na cidade contra os cortes na educação praticados pelo governo federal. O substitutivo foi aprovado com 31 votos favoráveis e 10 contrários, em segundo turno.

Inicialmente apresentado pelo então prefeito João Doria (PSDB), o projeto de lei 705/2017 previa a alienação do autódromo -ou seja, sua venda. O projeto chegou a ser aprovado em primeiro turno, mas encontrou resistência na Câmara, uma vez que a aprovação definitiva dependia da discussão do PIU (Projeto de Intervenção Urbana) de Jurubatuba, macro-região onde fica o autódromo. E aprovar o PIU Jurubatuba é complexo, por conta dos interesses de vereadores daquela região, como Milton Leite (DEM).

Assim, na semana passada, o prefeito Bruno Covas (PSDB) enviou para a Câmara uma carta solicitando que esse projeto de lei que pretendia vender Interlagos fosse descartado, ao mesmo tempo em que apresentou outro projeto, pedindo autorização para conceder o autódromo e diversos outros equipamentos públicos, como cemitérios e terminais de ônibus, à iniciativa privada.

Logo no dia seguinte à esse movimento, porém, o presidente Jair Boslonaro (PSL), o prefeito Marcelo Crivella (PRB) e o governador Wilson Witzel (PSC) assinaram um termo de compromisso para levar a Fórmula 1 ao Rio em 2021. Isso fez com que Covas se mexesse.

Para garantir a privatização de Interlagos sem uma nova longa discussão na Câmara, aquele primeiro projeto de 2017, aprovado em primeiro turno, que previa a venda, foi alterado, para ser uma concessão.

Nesta noite, votaram a favor da concessão principalmente a base que apoia Covas na Câmara. Foram contrários os vereadores Alessandro Guedes, Alfredinho, Antonio Donato, Eduardo Suplicy, Juliana Cardoso, Reis (todos do PT), Toninho Vespoli, Celso Giannazi (PSOL), Eliseu Gabriel (PSB) e José Police Neto (PSD). Os também petistas Arselino Tatto e Jair Tatto não votaram.


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