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Caçador de desaparecidos encontra motorista capixaba em UTI

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Caçador de desaparecidos encontra motorista capixaba em UTI


Darko Hunter, que atua na capital paulista, já encontrou, sozinho, 4 mil pessoas em 12 anos (Foto: Divulgação)
Darko Hunter, que atua na capital paulista, já encontrou, sozinho, 4 mil pessoas em 12 anos (Foto: Divulgação)

O trabalho dele é unir famílias desesperadas a pessoas desaparecidas. Considerado pelas autoridades de São Paulo o maior caçador de desaparecidos do País, sozinho, o investigador social Darko Hunter, que atua na capital paulista, já encontrou 4 mil pessoas em 12 anos.

Uma delas foi um motorista capixaba, de 50 anos, desaparecido há três anos. O homem saiu de casa a procura de emprego em São Paulo e não fez mais contato com a família, que é do Espírito Santo. Os nomes do motorista, dos parentes e da cidade em que eles vivem não estão sendo divulgados, a pedido da família.

Há duas semanas, o investigador recebeu uma ligação do Hospital das Clínicas de São Paulo, avisando que um homem não identificado estava em coma na UTI. “Nós localizamos a família e descobrimos que ele tinha dois filhos. Eles foram ao hospital visitá-lo”.

A boa notícia do encontro do capixaba com a família, no entanto, acabou dando lugar a um desfecho triste. Durante a apuração desta reportagem, chegou a notícia da morte do motorista, na sexta-feira.

“Apesar disso, teve um encontro positivo. Os filhos, que eram muito jovens, quando o motorista perdeu contato, conseguiram revê-lo ainda com vida. Infelizmente, ele não conseguiu se recuperar. Estávamos torcendo muito por ele”, declarou Hunter.

O caso que o investigador guarda na memória com mais carinho é o de uma idosa em um abrigo de São Paulo. A mulher tinha Alzheimer e não se lembrava de parentes e nem dos dados pessoais. Mesmo assim, o investigador localizou uma família que poderia ser a da idosa.

“Consegui alguns telefones, liguei, mas ou a pessoa não a conhecia ou o número estava desatualizado. No dia seguinte, veio o retorno de uma ligação. Eu disse que a idosa estava em um serviço de acolhimento e gostaria de saber se a família tinha conhecimento.”

O desfecho da história surpreendeu Hunter. “A mulher ao telefone disse, meio gaguejando: 'Não é possível! Faz mais de 10 anos que não tenho contato com minha mãe'. Ela falou que, em 2006, teve notícia de que a mãe havia falecido”.

Mesmo descrente, a mulher foi ao encontro da idosa e confirmou que era sua mãe. A senhora demorou algum tempo, mas reconheceu a filha. “Foi um momento de muita emoção para todos que estavam ali. Esse foi um caso que me marcou bastante”, contou o investigador.
 


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