Luiz Fernando Brumana

Luiz Fernando Brumana

Bohemian Rhapsody: um filme de nostalgia

 (Foto: Divulgação)
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Há muito o que se falar sobre o Queen, uma das maiores bandas de rock que o mundo já viu. Basta pesquisar algumas poucas músicas na internet para entender porque é atribuída tamanha importância a um grupo formado por quatro músicos que enchia estádios em uma época que os artistas não contavam com o auxílio da internet. Há também muito para ser contado e muito para ser deixado de lado. O filme Bohemian Rhapsody (2018), longa dirigido por Bryan Singer, seguiu quase que esta fórmula.
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A obra parece ter uma intenção: ser aquele filme para o qual um pai leva o filho ao cinema e lhe apresenta a história de sua banda favorita. Por isso, polêmicas são evitadas, cenas fortes de um enredo que o mundo acompanhou passo a passo exibidas de formas sutis e, em contrapartida, as cenas musicais e simulações de shows são esplêndidas. Não há quem conheça um pouco o grupo britânico e não saía com vontade de saber mais sobre os quatro músicos. Em especial, Freddie Mercury.
Antes de mais nada, é um filme do Queen e não do Freddie Mercury, mesmo ele sendo a coluna vertebral de toda obra. Em determina cena, por exemplo, quando um repórter em coletiva se refere a ele como o líder da banda, o próprio responde: “Não sou líder, sou o vocalista”. Pouco depois, os colegas de banda dizem “Freddie, você é uma lenda”, ao o que ele responde com “Somos lendas”.
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As críticas positivas ao elenco são proporcionais. Todos encorporaram com precisão seus respectivos personagens. O destaque, como não poderia deixar de ser, ficou com o intérprete de Freddie, Remi Saíd Malek. Este foi ganhador do Emmy de melhor ator em 2016 e é de origem egípcia, mesmo tendo nascido nos EUA. Conseguiu transmitir toda a energia do ídolo da música, com seus trejeitos, postura em palco e gestos que viraram ícones da cultura mundial.
Allen Leech, ator irlandês conhecido pela série Downton Abbey, também se destaca interpretando Paul Prenter, o ambicioso assessor de Freddie. Já Ben Jones surpreende com Roger Taylor, o baterista do Queen. O ator tinha participado apenas de X-Men Apocalipse (2016).
As atuações são boas, a fotografia bem-feita e as cenas com músicas, inclusive algumas com o processo de composição, impressionantes. É um filme de nostalgia para a família. Mas, não há como sair do cinema sem se tornar mais um fã do Queen, o que já é um ganho absurdo.