Notícias

Economia

Banco Central mantém taxa de juros em 6,5% ao ano


O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu nesta quarta-feira (6) manter a Selic (taxa básica de juros) na mínima história de 6,5% ao ano, naquela que deve ser a última reunião do grupo com Ilan Goldfajn na presidência do Banco Central. A manutenção, a sétima consecutiva, era esperada por todos os 41 analistas consultados pela Bloomberg.

A decisão da autoridade monetária ocorre em meio a um ambiente mais benigno para a inflação, somado ao câmbio equilibrado na faixa de R$ 3,70 e dados ainda fracos de atividade econômica e mercado de trabalho.
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) fechou 2018 em 3,75%, abaixo do centro da meta do governo, de 4,5%.

Para este ano, a meta é de 4,25%. E as expectativas de analistas para 2019 vêm recuando. Há quatro semanas, o Boletim Focus do BC apontava para uma inflação de 4% no fim do ano. Agora, está em 3,9%.

O cenário externo também se torna menos desfavorável para emergentes, após o banco central dos Estados Unidos sinalizar, em janeiro, pausa no seu ciclo de aperto monetário. Juros mais altos na maiora economia do mundo atraem para os EUA capital até então alocado em países tidos como mais arriscados, mas que pagam maior prêmio, como o Brasil.

Por outro lado, o mercado se desanimou alguns indicadores econômicos, como o resultado da indústria. Apesar de o setor ter crescido 1,1% em 2018, perdeu fôlego ao longo do ano e desacelerou em relação a 2017, quando avançou 2,5%. A taxa de desemprego também ficou estável no ano passado, e 12,1 milhões de brasileiros terminaram 2018 sem trabalho.

Para o fim de 2019, a maioria dos analistas vê a manutenção da Selic a 6,5%. Alguns, no entanto, já sinalizam cenários em que pode haver novo corte, seja porque a recuperação econômica não deslanche ou porque reformas centrais para a consolidação fiscal, como a da Previdência, não avancem.