Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.


Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

esqueceu a senha? Assinar agora
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.

Aumentam os divórcios envolvendo casais com mais de 50 anos
AT em Família

Aumentam os divórcios envolvendo casais com mais de 50 anos

O número de divórcios envolvendo pessoas com mais de 50 anos quase dobrou nos últimos 10 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas pessoas de mais de 60 e 70 anos também estão se divorciando.

Causas dos divórcios entre os mais velhos
De maneira geral, há algumas décadas o número de divórcios em todo o mundo ocidental não para de crescer. Desapareceram a maioria dos imperativos — sociais, econômicos e religiosos — que pesavam a favor da duração do casamento.

As pessoas viviam muito menos tempo. “Até que a morte nos separe” era fácil. O aumento da longevidade e a crescente independência econômica das mulheres colaboram para isso.

Em busca de novas experiências
Relato que ouvi no consultório de um homem de 74 anos, casado há 40:

“Nossa vida é muito sem graça há bastante tempo. Nós temos temperamentos diferentes. Eu quero aproveitar a vida, sair, me divertir, viajar e minha mulher só pensa em paparicar os netos. Sinto desejo sexual por outras mulheres, mesmo porque para a minha parece que sexo não existe. Assim, não dá. Há algum tempo penso em morar sozinho e fazer o que quiser da minha vida. Tomei coragem. Estou livre para o que der e vier.”

A ilusão de satisfazer todas as necessidades do outro
Quando duas pessoas se casam é comum terem a ilusão de que assim estarão completas, que nada mais vai lhes faltar. A relação simbiótica então estabelecida, onde os dois imaginam se transformar num só, é o campo propício para que ambos projetem, um no outro, aquilo que têm em si e julgam ser desvalorizado, errado, vergonhoso, sujo.

Após algum tempo de convívio o outro passa a ser visto com “defeitos” terríveis, porque aos “defeitos” de cada um somam-se os do outro.

E a isso se acrescenta a raiva que se sente quando se constata que o outro não está cumprindo o papel que se esperava dele: o de satisfazer todas as necessidades e carências pessoais do parceiro.

Mito da masculinidade
A maioria dos homens ainda está presa ao mito da masculinidade e vai para o ato sexual para cumprir uma missão: provar que é macho. Só depois se sentem transformados em homens e podem participar com a mulher da troca recíproca de prazer.

O medo de falhar a ereção e não corresponder assim ao papel que a sociedade lhes cobra é responsável pela pressa com que se pratica o sexo. O resultado final é muita ansiedade e pouco prazer para homens e mulheres.

Nada mais me interessa
Numa relação estável é comum as pessoas se afastarem dos amigos e abrirem mão de atividades que anteriormente proporcionavam grande prazer.

Um deve ser a única fonte de interesse do outro e portanto tudo o mais é dispensável. Além disso, o exagero de participação na vida do outro também faz parte do que se espera de um namoro ou casamento.

Um se mete na vida do outro
É considerado natural que se deem opiniões e até que se façam exigências em assuntos absolutamente pessoais como trabalho, relações familiares e de amizade. O que o outro deve dizer para o chefe, como gastar a herança do pai, como resolver um problema com um amigo de infância, etc.

O ideal do par amoroso que está sempre junto, que se completa em tudo, atenua por um tempo o temor do desamparo. Mas, para que essa situação seja mantida, são feitas inúmeras concessões e a consequência inevitável é um acúmulo de frustrações que torna, com o tempo, a relação sufocante.

A coluna de Regina Navarro Lins é publicado aos domingos no AT em Família. 


Olá, !

Esse é o seu primeiro acesso por aqui, então recomendamos que você altere o seu nome de usuário e senha, para sua maior segurança.



Manter dados