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Atendimento que ajuda a salvar vidas
Tribuna Livre

Atendimento que ajuda a salvar vidas

Luciano Umbelino (Foto: Tribuna Livre)
Luciano Umbelino (Foto: Tribuna Livre)
Em 1984, um anúncio nos jornais do Estado marcava o início de uma história que, em junho deste ano, completa 35 anos. Em texto breve, o anúncio convidava interessados em participar de um curso para ser voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), no primeiro posto que seria aberto no Espírito Santo.

O anúncio foi publicado pelo voluntário Francisco, que participava da instituição em São Paulo e havia se mudado para o Espírito Santo. Após a conclusão do curso, realizado nas dependências da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), foi aberta, com 27 voluntários, a primeira sede do CVV, na Rua 7 de Setembro, no Centro de Vitória. Ela funcionava em uma casa alugada, mantida pelos membros da instituição.

Em 1992, o posto foi transferido para nova sede, em Jucutuquara, também em Vitória, na rua Alberto Torres, 153, ao lado do Ifes. A nova sede, tijolo a tijolo, foi construída em regime de mutirão pelos voluntários. Desde sempre, a instituição se mantém basicamente com a mensalidade que os voluntários pagam e com eventos organizados por eles para arrecadar fundos.

Aos completar 35 anos no Espírito Santo, o CVV leva à frente a missão e o sonho dos primeiros voluntários que criaram a instituição, em 1962, em São Paulo: prestar serviço voluntário e gratuito de prevenção do suicídio e apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar sob total sigilo.

Atualmente, o CVV faz cerca de 3 milhões de atendimentos anuais em todo o Brasil. São 3 mil voluntários em mais de 100 postos de atendimento pelo telefone 188 (sem custo de ligação), ou pelo www.cvv.org.br via chat, e-mail ou carta. A entidade realiza também ações presenciais, como palestras, cursos e apoio a sobreviventes do suicídio.

No Espírito Santo, além de Vitória, há um posto em Linhares, fundado em 2016, e está fase de organização mais uma unidade em Cachoeiro de Itapemirim.

Ao longo dos últimos 35 anos em Vitória – e de 57 anos no Brasil –, o CVV passou por transformações, tanto do ponto de vista tecnológico quanto em relação à filosofia do trabalho, porém manteve sempre o foco na sua principal proposta: acolher incondicionalmente as pessoas, sem julgar, condenar ou dar conselhos; acolher com amor e empatia.

O trabalho da instituição está ancorado na terapia não diretiva chamada Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), método desenvolvido pelo psicólogo americano Carl Ransom Rogers (1902-1987), renomado psicólogo do século 20.

A tese principal da Abordagem Centrada na Pessoa é que cada indivíduo possui em seu interior os recursos para mudar as próprias percepções negativas e desta forma adquirir atitudes psicológicas positivas em relação à vida.

Assim, o trabalho do CVV é facilitar para que a pessoa encontre o próprio caminho e busque sair da crise, busque perceber que não está sozinha. O voluntário do CVV é uma espécie de amigo desconhecido que está pronto para ouvir o outro para que ele possa compartilhar os seus mais profundos sentimentos.

A missão do CVV é acolher o ser humano e para isso o voluntário se coloca à disposição para escutar todas as pessoas, simplesmente escutar, e assim tem sido em Vitória ao longo dos últimos 35 anos, 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Luciano Umbelino é coordenador do Posto do CVV Vitória

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