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As oliveiras no Espírito Santo
Tribuna Livre

As oliveiras no Espírito Santo

Na mitologia grega, a oliveira surge de uma disputa entre Atena e Poseidon. Zeus constituiria um dos dois como patrono de uma importante cidade. Na competição, Poseidon criou o oceano, uma imensidão de água, porém muito salgada, que não servia para matar a sede.

Atena, por sua vez, criou a oliveira e a ofertou ao povo. Zeus escolheu a oliveira e a cidade passou a se chamar Atenas. Não é à toa que até hoje os gregos são os campeões mundiais em consumo de azeite per capita (16,3 kg/hab).

Ao longo da história, outros países se destacaram na produção do azeite de oliva, como a Espanha, Portugal, Itália, Turquia e a Tunísia. No mundo todo, cerca de 10 milhões de hectares são destinados à olivicultura (cultivo da oliveira), produzindo em média 27 milhões de toneladas de azeitonas, das quais, 90% são destinadas à produção do azeite (safra 2017/2018).

No Brasil, a olivicultura é ainda bastante jovem. Apesar disso, o setor vem colhendo bons frutos. Somente em 2017, produziu em torno de 130 mil litros de azeite a partir de 1.200 toneladas de azeitonas, aproximadamente (Fonte: Anuário Brasileiro das Oliveiras/2018).

As principais regiões produtoras são: Sul (Rio Grande do Sul) e Serra da Mantiqueira (Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro), sendo o Rio Grande do Sul e Minas os grandes protagonistas. Entretanto, outras regiões vêm despontando com forte aptidão para a cultura de oliveiras e, entre elas, o Espírito Santo tem merecido especial atenção.

As montanhas capixabas – Região Serrana e do Caparaó – reúnem condições excepcionais que compõem seu terroir – termo francês, sem tradução, que representa fatores responsáveis pela identidade do vinho, e que tem se aplicado também ao azeite.

Um conjunto de qualidades quanto ao clima, relevo, mineralogia, temperatura, umidade do ar, tipo de solo, vento, precipitação pluvial entre outras determinantes que propiciam o plantio da Olea europaea, ou simplesmente, oliveira. A junção desses fatores atestam ao azeite capixaba uma diferenciação única de sabor, cor, textura e acidez.

O Espírito Santo possui 25 municípios que somam mais de 150.000ha com altitude entre 800 e 1.300m e temperatura mínima média entre 7,3º e 9,4ºC, o que tornam estas áreas aptas para o plantio. Carlos Sangali, extensionista do Incaper – Instituto Capixaba de Pesquisa e Assistência Técnica e Extensão Rural – acompanhou de perto a produção do primeiro azeite do Espírito Santo, o “Esmeralda Capixaba”, que teve origem nas mudas cultivadas em Santa Teresa e Venda Nova do Imigrante. Sangali defende o plantio das azeitonas como forma de diversificação de culturas e estratégia para agregar valor à produção.

Os desafios são muitos e, com a criação da Frente Parlamentar em Apoio à Agricultura, estamos lado a lado com os produtores, buscando no Governo do Estado o impulso necessário para avançar e inserir definitivamente a Olivicultura na agroindústria capixaba. Além da assistência técnica, o fomento à atividade também passa pela difusão de tecnologias e viabilização de material geneticamente melhorado. Nossa meta é que até 2020 possamos contar com 300 hectares de área cultivada, o que viabiliza a construção da Indústria de beneficiamento.

Uma coisa é certa, o azeite capixaba é uma realidade e tem agradado aos mais exigentes paladares. Nisso, até mesmo gregos e troianos devem concordar.

Dary Pagung é deputado estadual, presidente da Frente Parlamentar em Defesa e Apoio da Agricultura e advogado.

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