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As células também respiram
Doutor João Responde

As células também respiram

A vida começa com um sopro e termina com um suspiro; esses extremos da respiração. Quando se fala em respiração, é comum pensar nos movimentos de inspiração e expiração do ar que vem da atmosfera.

Isso acontece pelo fato de se relacionar esses movimentos aos processos decorrentes da entrada e saída de oxigênio do organismo.

Além da pulmonar, realizada pelo corpo para obtenção do ar, existe outro tipo de respiração, denominada celular, que se relaciona com a obtenção e geração de energia pelo organismo.

A respiração celular ocorre de duas formas: uma, utilizando o oxigênio para a reação, denominada respiração aeróbica; e a outra, que não o utiliza, chamada de respiração anaeróbica.

As necessidades nutricionais do corpo são supridas com a ingestão de nutrientes, como açúcares, gorduras e proteínas.

Essas moléculas, entretanto, são muito grandes, o que faz com que o corpo necessite quebrá-las para poder utilizá-las.

Após essa digestão feita pelo organismo, restam carboidratos simples, como a glicose, os ácidos graxos e aminoácidos, que são posteriormente utilizados.

Essas moléculas são usadas para obter energia.

Entretanto, elas não podem ser utilizadas diretamente, sendo necessário processá-las para gerar outra molécula que poderá ser usada com essa finalidade, a adenosina trifosfato (ATP) .

A ATP é uma molécula simples, composta pela adenina, açúcar e fosfato.

Quando necessárias para alguma função ou reação do corpo, essas ligações são quebradas, liberando energia, conforme a necessidade do organismo. A glicose também serve como reserva de energia.

Quando não solicitada imediatamente, ela é armazenada na forma de glicogênio, que é um polímero feito de açúcar, podendo permanecer acumulado e disponível para quando o organismo necessitar de energia.

A organela citoplasmática responsável por este mecanismo de respiração é a mitocôndria, atuando como uma verdadeira usina de energia, onde a molécula de glicose é degradada de maneira a originar substâncias mais simples, como gás carbônico e água.

Na respiração, grande parte da energia química liberada durante oxidação do material orgânico se transforma em calor, contribuindo para a manutenção da temperatura corpórea em níveis compatíveis com a vida, compensando o calor que normalmente o organismo cede para o ambiente, sobretudo em dias frios.

A respiração aeróbica é o processo que trata da obtenção de energia utilizando o oxigênio como componente.

Nas mitocôndrias, ele utiliza um dos produtos da glicólise, o “piruvato”.
Assim, essa via de obtenção de energia acaba gerando muita adenosina a partir de pouca glicose.

Na respiração anaeróbica acontece uma série de reações que têm como finalidade a quebra do açúcar, não utilizando o oxigênio.

Nesta situação, a fermentação e glicólise são exemplos clássicos desse processo, não sendo uma forma muito eficiente para a geração de adenosina trifosfato.

Isso ocorre porque, ao final de todo o processo, é gerada pouca energia, ou seja, a glicose acaba produzindo pouca ATP.

Muito embora não se trate de um processo eficiente, ele é extremamente importante.

Isso acontece porque existem seres que não suportam o oxigênio, ou seja, para esses organismos, o oxigênio é extremamente tóxico.

Vale ressaltar que, em épocas remotas na história da vida, não existia oxigênio suficiente e disponível na atmosfera para que pudesse ser utilizado.

A respiração celular aeróbica e a anaeróbica são eventos realizados a fim de gerar energia para a célula. Foram elas que permitiram o surgimento e desenvolvimento da vida.

Os pulmões inspiram oxigênio e expiram gás carbônico, para que as demais células inspirem confiança e expirem lealdade.

João Evangelista Teixeira Lima é clínico geral e gastroenterologista

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