Fabiana Tostes

Fabiana Tostes


As cartas ficaram para o final

Quando o governador Paulo Hartung anunciou que não tentaria a reeleição, o mercado político avaliou que a disputa ao governo estadual seria fácil para Renato Casagrande e que a vitória ocorreria ainda no 1º turno. As projeções se confirmaram, mas o que ninguém previu era que Hartung deixaria para o final do mandato suas “cartadas” contra o adversário.

Os últimos atos de Hartung – repasses de recursos de convênios em cota única e abono de R$ 1.500 a servidores – são vistos pela equipe de Casagrande como prejudiciais ao Estado. Mas, no mercado político, é uma jogada estratégica.

Isso porque o governador eleito ficou numa posição delicada: não há como ir contra o que chama de “esvaziamento do caixa” sem bater de frente com prefeitos (de quase toda a Grande Vitória), alguns deputados e servidores públicos – beneficiários diretos dos atos de Hartung. O que mostra que a briga política entre os dois deve extrapolar o fim do mandato.

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Ponto para Casagrande

A equipe de transição de Casagrande obteve decisão favorável do Tribunal de Contas que suspende, pelo menos por ora, os repasses de recursos em cota única. E ontem o deputado Bruno Lamas conseguiu protocolar projeto de decreto legislativo que anula ato do governador Paulo Hartung sobre os repasses – conforme antecipado por Plenário Online.

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Ponto para Hartung

A defesa da Associação dos Municípios (Amunes) e de 13 prefeitos, além do discurso fervoroso de quatro deputados, pesaram a favor do governador Paulo Hartung. Soma-se a isso o anúncio, na tarde de ontem, de sua desfiliação do MDB. O presidente do partido, o federal Lelo Coimbra, disse que a política perde. “Deixa de contar com uma pessoa experiente”.

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Sem pressão!

O deputado Sergio Majeski deu um chega pra lá nos 13 prefeitos que foram ontem à Assembleia tentar convencer os deputados a não criarem um decreto legislativo para impedir o repasse de recursos do governo estadual em cota única. “Não me deixo pressionar por nada”, avisou Majeski.
Ele lembrou que apresentou projeto que incluía 3 servidores do Tribunal de Contas para acompanhar a transição e dar números precisos, mas foi rejeitado.

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O último apaga a luz?

Depois da saída da senadora Rose de Freitas, dos deputados Esmael de Almeida, Marcelo Santos, Gildevan Fernandes e Erick Musso e agora do governador Paulo Hartung, quem vai ficar no MDB? O presidente da sigla, o federal Lelo Coimbra, disse que continua no partido e que não teme debandada.

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Reajustes no tíquete e no salário sem garantia

O coordenador da equipe de transição do governador eleito Renato Casagrande, o delegado Álvaro Duboc, disse que a peça orçamentária ainda está em análise, mas que já pôde perceber que a receita está superestimada. Questionado sobre o reajuste de salário e do tíquete-alimentação dos servidores, presentes no Orçamento, ele não garantiu. “Não posso descartar e nem confirmar”. Uma nova peça orçamentária deve ficar pronta no mês que vem.

Galeria

Mudança de empresa

A Secretaria de Educação da Serra rescindiu contrato com a empresa Projeta Serviços Educacionais Eireli, responsável pelo processo seletivo referente ao edital 004/2018, para contratação de profissionais de educação. A seleção, porém, continua.

Estatuto do pedestre

A Câmara de Vitória aprovou o “Estatuto do Pedestre”, projeto do vereador Roberto Martins que institui, entre outras coisas, a construção de calçadas cidadãs e tempo suficiente no semáforo para a travessia de pessoas com mobilidade reduzida.

Homenagem

A Câmara de Laranja da Terra aprovou Moção de Aplausos, indicada pelo presidente Gilson Gomes Filho, ao presidente do Tribunal de Justiça, Sérgio Gama, devido aos seus mais de 40 anos de carreira jurídica.

Perguntar não ofende

Paulo Hartung vai para a Rede?