Luiz Fernando Brumana

Luiz Fernando Brumana

Aranhaverso: o filme de herói que todos queriam ver

 (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
A Marvel começou 2019 com um acerto. Mais do que isso, já deu a largada em um ano que tem tudo para ser o melhor da produtora, garantindo um Globo de Ouro com “Homem-Aranha: No Aranhaverso”. A animação estreou no Brasil esta semana e é realmente tudo aquilo que se esperava. É inovadora, com um belo visual, mistura as características dos quadrinhos com aquilo que o cinema tem de melhor, além de contar com um roteiro legal.

Vale inicialmente ressaltar que o Homem-Aranha que protagoniza o filme — há mais de um na história — é Miles Morales, adolescente, negro, filho de um policial com uma enfermeira latina. Somente por esta escolha, a Marvel já deixa bem claro que sua nova fase vai primar pela inclusão e diversidade, o que é uma premissa clássica das HQs da editora, basta lembrar de X-Men. Miles é um personagem rico por essa diversidade cultural. Sua mãe, inclusive, fala espanhol em algumas rápidas cenas. Nada mais oportuno para o momento político norte-americano.

Além disso, o jovem tem aflições e conflitos muito bem construídos, assim como foi com Peter Parker, o herói original e seu mentor nesta história. Miles deixou uma escola situada em um bairro mais popular, onde tinha amigos, para estudar em um internato de pessoas ricas. Está deslocado, longe dos pais e sem companhia. Este é o contexto que dá o pontapé inicial no roteiro.

 (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
Muito colorido, as cenas de luta são desenhadas como se a câmera mudasse de ângulos ao ritmo dos golpes, o que só é possível por ser uma animação. Isso transmite toda a vertigem que se espera de um herói que tem destreza e rapidez de uma aranha, principalmente para quem prefere ver em 3D, um dos melhores dos últimos tempos

Fora isso, algumas vezes, são incluídos aqueles balões de fala dos quadrinhos. Nada excessivo, mas ficou ótimo. Até a primeira edição do Homem-Aranha, escrita por Stan Lee, aparece mais de uma vez no longa-metragem. Falando nele, como todo filme da Marvel, Stan Lee, que faleceu no ano passado, aparece. Podem separar as lágrimas.

 (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
No enredo, o Rei do Crime acessa um multiverso compartilhado chamado de “Aranhaverso”, que possui universos alternativos diferentes, todos eles com seu próprio herói aranha. Isso possibilita que se apresente e reúna, Peter Parker; Miles Morales; e Gwen Stacy, a Mulher-Aranha, que vai encantar as meninas. Além deles, há outras três versões dos personagens em realidades totalmente inusitadas, com destaque para o Porco-Aranha.

Bom humor não falta, afinal é um filme do “Amigão da Vizinhança”. Também se abusa de referências tanto dos filmes que já marcaram as telonas, a exemplo dos filmes de Sam Raimi, como de memes do mundo nerd.