Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.


Assine agora e tenha acesso ao conteúdo exclusivo do Tribuna Online!

esqueceu a senha? Assinar agora
Cookies não suportados!

Você está utilizando um navegador muito antigo ou suas configurações não permitem cookies de terceiros.

Após atritos, presidente uruguaio demite comandante-chefe do Exército

Notícias

Internacional

Após atritos, presidente uruguaio demite comandante-chefe do Exército


O presidente uruguaio, o esquerdista Tabaré Vázquez, 79, destituiu nesta terça-feira (12) o comandante-chefe do Exército do país, Guido Manini Ríos.

Segundo a Presidência, a demissão de Manini Ríos se deu por várias diferenças entre ambos, mas a principal delas seria o fato de o agora ex-comandante-chefe ter feito críticas públicas à reforma das pensões dos militares.

Vázquez, que está se despedindo do cargo -há eleição presidencial em outubro-, pretende enviar ao Parlamento um projeto de lei para aumentar a idade geral da aposentadoria, de 60 para 65 anos, para homens e mulheres, uma vez que o país tem estatísticas altas de envelhecimento da população.

A média de expectativa de vida no Uruguai é de 77 anos, uma das maiores da América Latina, o que significa gastos cada vez mais elevados com Previdência.

O governo quer que os militares entrem nessa faixa etária para aposentadoria. A idade atual na lei é de 49 anos. O desnível é tão grande que os militares de alto escalão aposentados recebem três vezes mais do que o resto dos cidadãos.

O desconforto de Vázquez com Manini Ríos, porém, não se deu apenas por isso. O ex-comandante também se incomodou com as seguidas tentativas de Tabaré Vázquez de levar a julgamento oficiais envolvidos na repressão da ditadura militar (1973-1985).

Vázquez, que teve familiares presos durante o regime, sempre defendeu o fim da Lei de Anistia.

Porém, mesmo sem conseguir derrubá-la, tem estimulado a Justiça a realizar julgamentos baseado em leis do direito internacional que determinam que crimes de lesa humanidade não prescrevem e que crimes de desaparição são delitos continuados.

Desde então, o Uruguai tem realizado julgamentos de militares e civis que participaram da repressão. Manini Ríos era abertamente contra essa medida.

O militar também havia sido criticado por Vázquez em outras ocasiões por fazer comentários políticos em outras áreas e, inclusive, por demonstrar aspirar um cargo político no futuro.

Manini Ríos integra um conjunto de ex-militares e políticos de direita que se autodenomina Movimento Artiguista -em referência ao líder da independência uruguaia, José Gervasio Artigas.

O movimento prega "a importância de recuperar valores éticos, morais, culturais, educativos, sociais e de honra que fomos perdendo nos últimos anos", segundo documento que expõe os ideais do grupo, numa crítica ao governo da Frente Ampla, no poder desde 2005, com dois mandatos de Vázquez e um de José "Pepe" Mujica.

Vázquez considerou a atividade política de Manini Ríos incompatível com o cargo que ocupava. Agora, por outro lado, o ex-comandante estará livre para se candidatar às eleições de outubro, algo que será decidido até 30 de junho, quando ocorrem as eleições primárias dos partidos.


Olá, !

Esse é o seu primeiro acesso por aqui, então recomendamos que você altere o seu nome de usuário e senha, para sua maior segurança.



Manter dados