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Anestesista também em exame diagnóstico
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Especial Saúde

Anestesista também em exame diagnóstico


O médico Marcelo Torres acompanha paciente sedado para exame (Foto: Divulgação)
O médico Marcelo Torres acompanha paciente sedado para exame (Foto: Divulgação)
A segurança do paciente durante a realização de exames diagnósticos que exigem sedação, como endoscopia e colonoscopia, deve ser prioridade da equipe médica. Em cirurgias, a presença do especialista é garantida, mas isso nem sempre é seguido durante os exames.

O alerta vem do médico anestesiologista e sócio proprietário da Alfa Anestesia, Marcelo Torres. Ele ressalta que a presença do especialista é sinônimo de segurança para o paciente, já que é o profissional responsável por administrar o medicamento sedativo e ainda monitorar os sinais vitais, como pressão arterial, nível do oxigênio e frequência cardíaca.

“A mesma dose de medicamento pode reagir de forma distinta em pacientes diferentes. O anestesiologista sabe individualizar essa dose e a escolha do medicamento, levando em conta diversos fatores, como a idade do paciente, as medicações que ele costuma tomar, o histórico familiar, entre outros”, afirma.

Além disso, o profissional bem treinado consegue detectar precocemente qualquer alteração nos sinais vitais. Nessa situação, o principal problema é a parada respiratória, que pode levar à parada cardíaca e à morte.

“O anestesiologista é o profissional mais capacitado para intervir e tirar o paciente desse quadro”, frisa Torres. 

Por isso, uma etapa importante e obrigatória antes de qualquer procedimento médico é a avaliação pré-anestésica, na qual o anestesiologista realiza uma entrevista e planeja a anestesia, baseado em informações como idade, uso de substâncias, doenças existentes e complicações anteriores. 

Mesmo sendo uma das diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM) e prática comum fora do Estado, a presença do anestesiologista em exames médicos diagnósticos ainda enfrenta resistência na Grande Vitória, segundo o especialista. “É um direito do paciente. Ele pode exigir isso do plano quando for marcar o exame”, disse. 

 (Foto: Jornal A Tribuna)
(Foto: Jornal A Tribuna)


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