Grazieli Esposti

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Amor, respeito, limites e rotina

Esta semana que passou foi muito especial e cheia de aprendizado para mim! Pude reencontrar profissionais que tanto admiro e me inspiram nessa caminhada chamada maternidade! Na terça (19) estive mais uma vez com o Marcos Piangers, pai da Anita e da Aurora, jornalista, palestrante e autor do livro Papai é Pop. Já no sábado (23) me emocionei novamente com a Roberta e a Taís Bento, mãe e filha, palestrantes, colunistas e responsáveis pelo SOS Educação, site onde a dupla dá dicas aos pais de como ajudarem seus filhos em situações do dia a dia. Também revi o neuropediatra, Thiago Gusmão, que já passou por aqui falando sobre como voltar a rotina escolar após as férias. E, ainda, conheci a psicanalista e pedagoga, Kelly Lopes, e sua filha Lara, mais uma dobradinha que deu show e virei fã.

A palestra do Piangers aconteceu no Seminário Tribuna de Educação e abordou assuntos como tecnologia, oportunidades digitais e inovação, mas acima de tudo, falou sobre amor. Ele defendeu a importância dos avanços tecnológicos para o mundo, mas da necessidade de sabermos utiliza-los, com regras e limites, mantendo uma relação saudável. Contou que apesar de viver e trabalhar com tecnologia, ela não o domina, principalmente nas relações e momentos mais importantes de sua vida, junto a sua família. Um exemplo? Eles não têm videogame em casa. Decidiram juntos e optaram por brincar com outras coisas, construir os brinquedos e conversar. E não faz falta, pois o mais importante eles têm de sobra: amor, respeito e tempo juntos.

Já Roberta e Taís Bento, inspiraram a todos com sua história de luta, superação, amor e cumplicidade, durante o XIX Seminário de Pais, do Colégio Darwin. Em sua fala, além de mostrarem como o incentivo dos pais pode fazer a diferença na vida dos filhos, deram várias dicas e ensinaram sobre a importância da construção de uma rotina para as crianças e adolescentes, tanto para os estudos, como para qualquer outra atividade, incluindo o uso das tecnologias, que precisa ser combinado e limitado.

Também esteve no Seminário, o neuropediatra, Thiago Gusmão, que reforçou esse ponto. Após falar sobre alguns transtornos cada vez mais comuns atualmente como o Déficit de Atenção e a Hiperatividade, ele explicou que muitas crianças não se enquadram em nenhum tipo, mas sofrem com questões comportamentais. Ele pondera a importância de saber diferenciar se a criança realmente tem algum transtorno ou se, por exemplo, falta rotina e limites, fatores que vão fazer toda a diferença em seu comportamento.

A pedagoga e psicanalista Kelly Lopes finalizou falando sobre o respeito que os pais precisam ter por seus filhos, entendendo que cada indivíduo é único, com suas dificuldades e habilidades e que é preciso incentivá-los sempre. Para comprovar o que pensa e pratica em seu trabalho diariamente, ela levou sua filha Lara, que mesmo com diversos diagnósticos que poderiam ser limitadores, como autismo e cegueira, é a prova de que com os estímulos adequados é possível alcançar resultados impensáveis.

E de tudo que ouvi e aprendi com esses profissionais das mais diversas áreas, o mais gratificante foi ver que eles convergem em um ponto: precisamos amar nossos filhos acima de tudo, sempre com respeito aos indivíduos únicos e especiais que são. Dar limites é fundamental e também é uma forma de amar. E mais, estabelecer uma rotina diária é imprescindível para construir e facilitar o relacionamento e o convívio familiar. Só sei que com uma boa dose de cada, certamente vamos criar filhos melhores para o mundo. Até a próxima!