Grazieli Esposti

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AMAmentar: dos desafios iniciais ao tandem

1º de agosto: Dia Mundial da Amamentação. Data que iniciamos o agosto dourado, um mês inteiro para falar, discutir, conscientizar, empoderar sobre este tema tão importante. Pensando nisso, preparei para vocês o especial #AmamentarParaMimFoiAssim e convidei algumas mamães para contarem sua real experiência, sem romantismo e com muita informação.

Meu objetivo é mostrar que cada experiência é única e que apesar das dificuldades, nossa história pode sim ter um final feliz. E se não for como planejamos, está tudo bem também. Ninguém é menos mãe por não conseguir amamentar um filho, o amor pode ser transmitido de várias maneiras! Mas é fundamental que você se informe, se empodere e construa uma rede de apoio para este momento tão importante. Vai fazer a diferença! Com vocês, nosso primeiro relato:

“Quando Toshi nasceu passamos muitos desafios no primeiro mês. Ele perdeu 21% do peso na primeira semana. Chegou a 2.165kg. Ele fazia a pega correta na mama, mas não mantinha a pega constante, era uma mamada quebrada, sem ritmo e bem longa. Além disso, ele era dorminhoco, não acordava antes de 3h e deixamos ele com esse intervalo.

Quando fomos ao banco de leite e vimos que ele tinha perdido muito peso a orientação foi para acordá-lo no máximo em 1h e meia, ordenhar a mama e dar primeiro o leite posterior e depois translactar o leite anterior, enquanto íamos treinando a pega dele.

Em pouco mais de uma semana, a pega já mantinha ritmo e estava constante, quando peguei fungo. Meu Deus como pode doer tanto?! Muitas dores para amamentar, as vezes nem conseguia, ordenhava e dava para ele no copinho ou sonda. E assim, mais de 20 dias de tratamento com remédio oral, pomada na boca dele e no peito, laser, sol, lâmpada e ainda não tinha conseguido acabar com o fungo.

Hoje sei que realmente para AMAmentar, tem que amar muito, ter muita paciência, persistência e um desejo muito forte, pois se não tivermos isso, desistimos. E na hora da dor, a única coisa que você pensa é: não dá, chega. Mas depois você vê que seu filho está engordando, que você tem muito leite e que é o melhor para ele, você vai levando. Quando ele fez 30 dias, chegou ao peso do nascimento e comemoramos como se fosse o aniversário dele. Foi maravilhoso saber que estávamos no caminho certo e que vale a pena. E se você está passando pelo mesmo que eu passei, persista!

Perda de peso é comum e nem sempre só pelo peso é indicativo de iniciar o leite artificial, precisa realmente avaliar o que aconteceu para o bebê perder tanto peso. Se a mãe tem leite, como estão as mamadas, uma simples orientação pode mudar tudo! No primeiro mês ele recuperou o peso do nascimento 2.765kg e no segundo mês ele engordou 1.900kg. Eu mantive a amamentação exclusiva por 6 meses e ele mama até hoje, com 1 ano e 10 meses. Minha dica é a seguinte, procure apoio, não desista, nosso leite é forte!

Já a amamentação do Hiro foi uma delícia, sem problema nenhum, sem dor, sem perda de peso, só amor!!! Engravidei dele com 4 meses de pós-parto e mantive a amamentação do Toshi, não parei em nenhum momento, desde a concepção. Amamentação em Tandem é uma delícia! É incrível como eles demonstram carinho um pelo outro!” E aí, gostou do relato? Até o próximo!

*Thais Ramos Dias é mãe do Hiro e do Toshi e também Fisioterapeuta Especialista em Saúde da Mulher e Doula