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Agricultura e economia nacional: passos para o desenvolvimento
Tribuna Livre

Agricultura e economia nacional: passos para o desenvolvimento

Flávio Santos Oliveira (Foto: Tribuna Livre)
Flávio Santos Oliveira (Foto: Tribuna Livre)
Atualmente, o Brasil ocupa lugar de destaque como exportador de vários produtos agrícolas, razão pela qual se afigura como um dos principais atores na redefinição da ordem mundial do comércio alimentar. Tal circunstância o torna alvo global de negócios de terras, protagonizados sobretudo por estrangeiros.

A enorme concentração de terras em torno de grandes corporações, no entanto, tem liberado os campos quase que exclusivamente à produção de commodities, o que tem acarretado elevado custo social e, em muitos casos, obstáculos quase intransponíveis para o avanço da indústria.

Bruce Johnston e John Mellor demonstram que, se bem conduzido, o setor agrícola pode ser um indutor do desenvolvimento, ao gerar insumos, excedentes de capital e mão-de-obra para sustentar o surgimento e a manutenção do setor industrial, que, por sua vez, cria as condições propícias à inovação tecnológica, ao acionar aquelas forças produtivas e aquela parte do capital natural que, de outra forma, mínguam desprovidos de utilidade. De fato, a experiência histórica é pródiga em mostrar que nações que introduziram ações planejadas para a utilização da terra e investiram no incremento da produtividade agrícola foram as que mais proficuamente desenvolveram o setor industrial de modo eficiente e competitivo, com centros urbanos modernos e dotados de muito boa infraestrutura.

O Relatório de Desenvolvimento Mundial para a Agricultura (2008) documentam a partir de um conjunto de dados obtidos em diferentes países, que o crescimento agrícola reduz a pobreza mais rapidamente do que o crescimento industrial. Um efeito imediato do incremento da oferta de alimento localiza-se no melhoramento do capital humano e na consequente elevação da produtividade do trabalho, na redução do custo de vida, bem como no acréscimo proporcional dos fatores de produção necessários tanto para a agricultura, quanto para outras atividades capazes de gerar emprego.

Tal constatação diverge do entendimento do célebre Prof. Arthur Lewis, para quem o progresso da agricultura acarreta baixo crescimento econômico, ao mesmo tempo que favorece a situação de dependência dos países subdesenvolvidos em relação aos desenvolvidos. O renomado economista não considerava, todavia, que a agricultura tradicional pode ser transformada rapidamente em um setor moderno por meio da adoção de tecnologia, fazendo assim uma grande contribuição para o crescimento global, nem identificou explicitamente os fortes vínculos desse crescimento e os efeitos multiplicadores disso sobre os setores não-agrícolas.

Se a agricultura, no estágio inicial de desenvolvimento, gera excedentes para financiar a indústria, nas etapas seguintes há uma profunda interação intersetorial, de modo que o fluxo de geração de excedentes de um financia o crescimento de outro. A isso, denomina-se desenvolvimento equilibrado.

Com efeito, o setor agrário, quando estruturado sobretudo em pequenas e médias propriedades de família rurais, favorece a obtenção de divisas por meio de exportações, satisfaz a oferta alimentar em qualidade e quantidade, libera fatores produtivos para outras atividades econômicas, aumentando a produção e demanda de bens e serviços oriundos dos centros urbanos, e, por fim, supri o tamanho do mercado interno, sendo, pois, instrumento para sua expansão.

Flávio Santos Oliveira é doutor em História pela Ufes


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