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Agência antidoping pede exclusão da Rússia da Olimpíada

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Internacional

Agência antidoping pede exclusão da Rússia da Olimpíada


Richard McLaren. Foto: Reprodução / Internet.
Richard McLaren. Foto: Reprodução / Internet.
Richard McLaren. Foto: Reprodução / Internet.

A Agência Mundial Antidoping (Wada, em inglês) divulgou nesta segunda-feira, 18, que evidências confirmam que a Rússia falsificou os resultados de exames antidoping realizados durante os Jogos Olimpícos de Inverno de Sochi, em 2014.

A investigação da Wada durou dois meses, e seu resultado pressiona o Comitê Olímpico Internacional a se posicionar contra os atletas russos de forma disciplinar, às vésperas da Olimpíada do Rio. A agência quer que o país seja banido dos Jogos e de todas outras competições.

O banimento da Rússia já havia sido pedido por Estados Unidos e Canadá. O COI prometeu avaliar o caso e não descarta que sanções sejam impostas ao país.

O ex-diretor do laboratório antidopagem russo, Grigory Rodchenkov, afirmou ao jornal The New York Times que encobriu o uso de drogas para melhoria de performance durante os Jogos de Sochi, seguindo ordens de oficiais enviados pelo ministro do esporte, turismo e políticas para jovens da Rússia, Yuri Nagornykh.

No relatório, a Wada concluiu que as alegações de Rodchenkov  era verdadeiras. Ainda segundo o texto, as evidências indicaram que o “programa de doping” ocorreu antes e após a disputa dos Jogos de Sochi.

Richard McLaren, advogado canadense comissionado pela agência antidoping e relator do documento, afirmou que a investigação estabeleceu “além de uma dúvida razoável” que o ministro russo do esporte, a agência antidopagem russo e o Serviço Federal de Segurança estavam envolvidos no esquema para burlar a fiscalização que se estendeu além de Sochi.

“A surpresa no resultado da investigação de Sochi foi a revelação da extensão da supervisão e controle diretivo do laboratório de Moscou no processo e acobertamento das amostras de urina dos atletas russos de todos os esportes antes e depois dos Jogos de Sochi”, escreveu.

Rodchenkov foi desligado após suas declarações. Ele ainda havia ressaltado que o governo russo desejava “vencer a qualquer custo” e que o serviço secreto russo havia sido destacado para violar as garrafas em que eram armazenadas as amostras dos atletas e que supostamente seriam à prova de adulteração. As garrafas são utilizadas em todas as competições oficiais internacionais.

A investigação da Wada confirmou a denúncia feita pelo médico, comprovando a violação das garrafas e apontou que foram substituídas as amostras dos medalhistas russos. Oficiais russos foram identificados por suposto envolvimento com o esquema.

O ex-ministro Nagornykh era quem avaliava quais atletas com resultado positivo seriam “inocentados” e quem deveria ser “pego”. As amostras positivas eram substituídas por amostras puras colhidas meses antes da competição.

Ao jornal The Times, Nagornykh negou as acusações de manipular os resultados dos exames. Ele também afirmou que se as acusações foram comprovadas,  a Wada também deveria ser responsabilizada pelo que ele chamou de “erros regulatórios”, pois a agência deveria  monitorar o laboratório de testes e o programa antidoping dos Jogos Olímpicos de Sochi.

A agência antidoping já havia sido criticada por não ter reagido de forma agressiva  às acusações da existência do esquema de doping russo, que surgiram em 2010. A Wada ainda é questionada por ter um relacionamento próximo ao COI e seus interesses financeiros. Craig Reedie, presidente da Wada, é executivo do comitê internacional.


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