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Acordo para reduzir pó preto


morador mostra as mãos sujas de pó preto
morador mostra as mãos sujas de pó preto
Morador mostra as mãos sujas de pó preto. Foto: Leone Iglesias 31/10/2015

Uma companhia ambiental de São Paulo foi contratada para analisar e apontar medidas para a redução efetiva e verificação das taxas de emissão do pó preto na Grande Vitória. O contrato do governo do Estado com a companhia, na ordem de R$ 250 mil, foi acompanhado da assinatura de um termo de compromisso feito pelas empresas Vale e ArcelorMittal.

Também assinaram o documento o Ministério Público Estadual, o Ministério Público Federal, e o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), na Secretaria de Estado da Fazenda, em Vitória.

O Termo de Compromisso Ambiental Preliminar (TCAP) considera que a Vale, por exemplo, deverá adotar iniciativas para melhoria dos sistemas de controle de emissões concentradas (chaminés) e difusas (pátios). Já a ArcelorMittal se compromete a, entre outros pontos, implantar sistema automatizado de aplicação de polímero (produto químico misturado com água) nas pilhas de carvão. O procedimento evita o arraste de particulados pela ação do vento.

Já a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) será responsável por prestar serviços de análise técnica, para propor as medidas para a redução e verificação das taxas de emissão de poluentes atmosféricos do Complexo Industrial e Portuário de Tubarão, como explicou o presidente Carlos Alberto dos Santos. “Teremos um grupo de 10 técnicos que irão fazer trabalho de campo. Vão Fazer medições, modelagens e entregar o relatório para se chegue a conclusão do que acontece nesses polos e as melhores tecnologias para reduzir a emissão”, pontuou.

Para o secretário de Meio Ambiente, Aladim Cerqueira, apesar de já ter sido assinado um contrato em 2007, o Estado está otimista com o novo estudo. “Ali é um complexo com várias fontes e tecnologias existentes, e queremos buscar as melhores tecnologias”, destacou.

O presidente da ArcelorMittal Benjamin Baptista Filho destacou: “É uma avaliação técnica que vai agregar para que possa aprimorar os sistemas de controle ambiente e por consequência mais ainda a qualidade de vida de Vitória”.

O relações institucionais em meio ambiente da Vale, Romildo Fracalossi, informou que a empresa está aberta a implementar o que foi apontado pela Cetesb.

Jéssica Cardoso