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A República somos nós
Painel da Folha de São Paulo

A República somos nós

A indicação de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada do Brasil em Washington repercute politicamente em diversas camadas. Quem conhece os meandros do Itamaraty diz que a escolha acaba com qualquer respaldo moral que a gestão do chanceler Ernesto Araújo pudesse ter internamente e alastra a impressão de que o ministro virou uma "rainha da Inglaterra". A missão dada ao 03 ainda amplia o poder do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), sobre o destino do clã do Planalto.

Ninguém vai ao pai... - Indicações de embaixadores precisam ser aprovadas pelo Senado. Além disso, cabe a Alcolumbre instalar o Conselho de Ética da Casa, uma porta de entrada para queixas sobre Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

...senão por mim - Após a eleição, o filho mais velho de Jair Bolsonaro passou a ser questionado sobre o funcionamento de seu gabinete e a relação com o ex-assessor Fabrício Queiroz, que recebia dinheiro de outros funcionários da Assembleia do Rio, o antigo habitat do 01. Ele é alvo de investigação do Ministério Público.

É pegadinha - A indicação de Eduardo pegou o meio político de surpresa, mas rapidamente deputados e senadores fizeram análise quase unânime de que o presidente superestimou sua força no Parlamento após a aprovação do texto base da reforma da Previdência por 379 votos.

Pari passu - Davi Alcolumbre carrega no bolso do paletó o cronograma que prevê para a tramitação da reforma da Previdência no Senado. Ele mostrou o documento a pessoas próximas após a aprovação do texto base do projeto na Câmara. Prevê que as novas regras de aposentadoria serão votadas em 37 dias.

Pari passu II - Se todos os prazos regimentais fossem seguidos, a análise da reforma levaria ao menos 48 dias – o prazo mais enxuto, portanto, denota boa vontade com o Planalto.

De olhos bem fechados - Poucos assuntos foram tão comentados nos corredores da Câmara nesta quinta (11) como o baile de máscaras que serviu de palco à comemoração da aprovação da reforma da Previdência na quarta (10).

Carola - Na casa de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, a celebração foi infinitamente mais comedida. A comida demorou a sair. Por volta das 22h30, alguns colegas desistiram de esperar a ceia e saíram para jantar fora.

Teste de DNA - Durante a votação do texto base da reforma na Câmara, na quarta, o nome do ministro Paulo Guedes (Economia) foi citado apenas 13 vezes. A maior parte das menções foi crítica. Apenas Alexandre Frota e Eduardo Bolsonaro, ambos do PSL, o exaltaram.

Ra-Ra-Ratinho - Jair Bolsonaro foi citado 55 vezes – a maioria por deputados de oposição. Só oito parlamentares, incluindo o filho, foram elogiosos ou lhe deram crédito pela reforma.

Bate e assopra - Aliados do presidente demonstraram chateação pelo esforço do governo de liberar emendas extraorçamentárias, facilitando a negociação do texto, não ter sido reconhecido. O próprio Bolsonaro, porém, se esquivou do gesto, dizendo que pagava apenas emendas impositivas.

Que fase - O ministro Marcelo Álvaro Antonio (Turismo), envolvido nas suspeitas de candidaturas laranjas no PSL, literalmente caiu durante um almoço do partido, nesta quinta. A cadeira na qual ele estava sentado cedeu.

Que fase II - Com os risos, segundo relatos, entrou na onda. "Queriam me derrubar... Caí!"

Com o suor... - Deputados da CPI do BNDES precisaram tirar dinheiro do próprio bolso para levar Antonio Palocci ao colegiado. O ex-petista avisou que não pegaria avião por medo de ser hostilizado e pediu que a Câmara custeasse sua viagem de carro.

...do meu rosto - Como a Casa não pode pagar transporte terrestre, por sugestão de Vanderlei Macris (PSDB-SP), que considerava valiosa a colaboração de Palocci, sete deputados racharam o custo da viagem: R$ 3.220.

Visita à Folha - O vice-presidente executivo da Brasilcom (Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis), Abel Leitão, visitou a Folha nesta quinta-feira.

Tiroteio
"Temos o primeiro caso de nepotismo internacional da história do Brasil. O lema agora é: os parentes acima de tudo!"

Do governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), sobre o presidente ter indicado o filho Eduardo a embaixador nos EUA.

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