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A nova escola da Educação 4.0

Especial Educação

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A nova escola da Educação 4.0


Cassiano Zeferino defende metodologias que façam o estudante desenvolver novas competências e habilidades (Foto: Dayana Souza - 22/08/2019)
Cassiano Zeferino defende metodologias que façam o estudante desenvolver novas competências e habilidades (Foto: Dayana Souza - 22/08/2019)
Não tem mais volta. A revolução da Educação 4.0 chegou às escolas!

O mundo vive uma nova era, em que o virtual e o real se misturam e se complementam.

De acordo com especialistas, o impacto causado pelo avanço da tecnologia e da conectividade é inegável.

Na educação não poderia ser diferente e já é possível ver dentro das escolas as mudanças dessa nova fase. “O mundo está mudando, e esse processo vai se intensificar nos próximos 10 anos. Com isso, há uma série de impactos nas profissões, e é importante que os jovens se desenvolvam para esse mundo”, destacou Cassiano Zeferino, que é professor e pós-doutor em Inovação na Educação em Engenharia e também em Educação Digital.

Ele foi um dos convidados para falar sobre o tema Educação 4.0 no 9º Congresso Educacional das Escolas Particulares do Espírito Santo.

Zeferino defende que trabalhar metodologias que façam o estudante desenvolver novas competências e habilidades é fundamental para formar o novo perfil de aluno.

O professor explicou que nessa nova formação, ao chegar ao mercado de trabalho, o aluno será cobrado muito mais pela criatividade, capacidade de resolver problemas e de se relacionar, do que pela formação cognitiva. “A quarta revolução industrial, que está ligada a essa transformação na educação, representa uma mudança ligada ao conhecimento, à cognição. Além da mudança do trabalho, está mudando o perfil do trabalhador.”

Professor das fundações Dom Cabral e Getulio Vargas e palestrante com vasto conhecimento em liderança, Zeca de Mello frisou que a transformação digital impõe novos desafios éticos para escolas e empresas, que vão contratar profissionais dessa nova geração.

“Isso pede um novo tipo de preparação. Lidar com as novas gerações hoje exige uma outra mentalidade, o que desafia as organizações. A maior parte das lideranças hoje foi formada em um modelo hiperindividualista, onde a definição de sucesso é não depender de ninguém. E hoje o desafio é a colaboração”, destacou Zeca de Mello.

O professor, que também foi palestrante no Congresso, destacou ainda que, apesar da revolução já ter começado, é preciso que professores e gestores escolares também se transformem. “É impossível pensar em uma transformação da escola, sem que as mudanças aconteçam nas pessoas, mas isso não se faz apertando botões, ou com softwares, e sim com provocações e autocríticas”.

SAIBA MAIS

Internet das coisas e inteligência artificial

O que é Educação 4.0?

- O termo Educação 4.0 é uma menção à Quarta Revolução Industrial, a revolução da internet, da digitalização, da coleta e análise de dados.
- Essa revolução já começou dentro das escolas com a utilização de sistemas para gestão escolar, uso de tablets e de outras tecnologias.
- A Educação 4.0 responde às necessidades da “Indústria 4.0”, onde a linguagem computacional, a internet das coisas, a inteligência artificial, os robôs e outras tecnologias se somam para dinamizar os processos nos mais diversos segmentos da indústria.

Aprendizado
- A educação 4.0 traz uma nova forma de aprender baseada no conceito de aprender fazendo, ou seja, colocando em prática. Esse conceito traz a ideia de aprender coisas diferentes e de maneiras diferentes, por meio de experiências, projetos e testes.
- Para isso, é preciso mais ênfase às habilidades digitais e ao empreendedorismo na escola. É preciso também que os alunos saibam lidar com pessoas de forma colaborativa e participem de projetos interdisciplinares.
Fonte: Especialistas consultados.

 (Foto: Jornal A Tribuna)
(Foto: Jornal A Tribuna)

Base é guia para mudanças

Jane Haddad: GPS da educação (Foto: Divulgação)
Jane Haddad: GPS da educação (Foto: Divulgação)
Em um cenário de revolução, o papel da escola se transforma e, algumas habilidades que antes eram desenvolvidas pela família, agora têm de ser compartilhadas com a escola. Competências que não eram postas em sala de aula, na nova Educação 4.0 se tornam papel do professor.

Mas, em meio a tantas mudanças, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) se torna um guia para as mudanças na educação. É o que destaca a psicanalista e palestrante Jane Patrícia Haddad.

A especialista destaca que, apesar de ter sido aprovada em 2018, a base é uma política que já vinha sendo discutida, mas de outras formas, desde a Constituição de 1988. “Gosto de falar que a base é como se fosse um GPS da educação. Ela possibilita um recalcular da nossa rota de ensino. O mundo está mostrando que há alguma lacuna na nossa formação. Por muito tempo, trabalhamos o cognitivo. Só que hoje vemos que os alunos não estão sabendo lidar com as relações, com o autoconhecimento.”

Por causa dessas mudanças na sociedade e, com os alunos passando cada vez mais tempo nas escolas, é preciso que a instituição passe a lidar com formações além da cognitiva, como estabelece a base. “A base olha a educação como um todo e se torna uma possibilidade reajustar essa rota na educação brasileira.”


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