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A insegurança dos nossos dados pessoais na Internet
Mundo Digital
Eduardo Pinheiro

Eduardo Pinheiro


A insegurança dos nossos dados pessoais na Internet

Nessa semana fomos surpreendidos com a notícia, divulgada pelo portal Olhar Digital, sobre o vazamento de dados de mais de 24 milhões de usuários de uma das maiores operadoras de telefonia do país.

Pesquisadores descobriram que o site da operadora VIVO possui uma brecha que permite o acesso a dados pessoais de seus clientes. Nesse caso, qualquer pessoa pode ter livremente acesso a informações confidenciais.

Só nos últimos dois meses tomamos ciência de vários casos de vazamento de dados pessoais, que deixaram vulneráveis informações de uma parcela significativa da população brasileira. Em outubro, foi divulgada a notícia que, devido a uma falha no site do Departamento de Trânsito (DETRAN), do Rio Grande do Norte, todos os brasileiros com CNH tiveram seus dados vazados.

Isso significa dizer que, foram parar nas mãos erradas nome, endereço, CPF, histórico de condutor, propriedade de veículos, entre outras informações, de mais de 70 milhões de brasileiros.

Todos esses vazamentos estão relacionados à falta de cuidados adequados no tratamento e no armazenamento dos dados pessoais de empresas. (Foto: André Felix)
Todos esses vazamentos estão relacionados à falta de cuidados adequados no tratamento e no armazenamento dos dados pessoais de empresas. (Foto: André Felix)

Todos esses vazamentos estão relacionados à falta de cuidados adequados no tratamento e no armazenamento dos dados pessoais de empresas. Muitas vezes, subestimam a possibilidade da ocorrência desses eventos ligados à proteção de dados e negligenciam a segurança, o que deixa seus sistemas vulneráveis.

A guarda de dados pessoais requer responsabilidade e investimentos na área da segurança da informação. Ainda assim, por maior que seja o investimento para proteger os dados, sempre existirá a possibilidade de um incidente interno ou externo que possa levar ao vazamento de informações confidenciais. Esse evento, certamente, provocará impactos negativos na imagem da empresa
envolvida.

Não basta apenas aporte financeiro para adquirir as melhores ferramentas tecnológicas ligadas à segurança da informação. É preciso também aplicar as melhores práticas e processos, de modo a reduzir, tanto quanto possível, a possibilidade de um evento ou incidente que venha abrir uma porta para o vazamento de informações.

Nesse sentido, entrará em vigor em agosto de 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), baseada na Lei Geral de Proteção de Dados da União Europeia (GDPR), que entrou em vigor em 2018. A lei brasileira pretende controlar com maior rigor a coleta, o uso e a proteção de dados pessoais no Brasil, justamente para evitar o uso indevido e o vazamento generalizado, como estamos constatando nos últimos anos.

Vale ressaltar que a LGPD prevê multas milionárias para as empresas que negligenciarem com a guarda de dados pessoais de terceiros, podendo chegar a R$ 50 milhões de reais. Todavia, o maior impacto poderá ser sentido na perda da credibilidade, perante seus clientes e a opinião pública, que uma empresa poderá sofrer, caso não utilize os mais rigorosos mecanismos de proteção de dados existentes no segmento de segurança da informação.

A partir de 2020, mais do que nunca, valerá a máxima que “telhado se conserta com o tempo bom”. Em vista disso, as empresas precisarão se antecipar a possíveis incidentes e fazer uso de todos os processos e ferramentas tecnológicas disponíveis, para garantir a tranquilidade e a segurança que o cliente e o usuário merecem, em relação aos seus dados pessoais.


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