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A embaraçosa urina solta
Doutor João Responde

A embaraçosa urina solta

Semana passada eu atendi uma senhora acometida por incômoda incontinência urinária. Este sintoma se mostra tão constrangedor que a paciente fez um longo rodeio, antes de abordar a referida queixa.

Quando uma pessoa, involuntariamente, não é capaz de segurar a urina, o vazamento urinário representa um sintoma, cuja causa deverá ser pesquisada.

Incontinência urinária é um problema comum. A gravidade varia, sendo que, em alguns casos, a pessoa não consegue segurar a urina ao fazer esforços, como tossir ou espirrar.

Em outras situações, a vontade de urinar é tão súbita e forte que não dá tempo de chegar ao mictório.

Embora possa ser encontrada em qualquer faixa etária, a urina solta é mais comum no sexo feminino, principalmente em mulheres idosas.

Ela costuma causar grande impacto na qualidade de vida das pessoas, podendo interferir na autoestima.

Produzida nos rins, a urina é escoada pelos ureteres, armazenada na bexiga e eliminada através da uretra.

O estiramento da parede da bexiga manda sinais ao cérebro, causando a sensação da necessidade de urinar. Quanto mais cheia, mais intenso torna-se o desejo de esvaziamento.

Os rins produzem urina de forma contínua, drenando pequenos volumes em direção à bexiga.

Pequena quantidade deste líquido permanece na bexiga durante o dia, mesmo quando não existe vontade de urinar.

Ao encher, a bexiga envia estímulos ao cérebro. Neste momento, o processo de fechamento da uretra começa a se tornar cada vez menos involuntário e passa a depender de um esforço ativo dos esfíncteres e da musculatura pélvica.

Ao mesmo tempo, a musculatura da bexiga, denominada músculo detrusor, começa a reduzir o relaxamento em um processo para iniciar o esvaziamento da bexiga.

A pressão dentro da bexiga cheia gera a necessidade de exercer força para segurar a urina.

Quando urinamos, o músculo detrusor se contrai, expulsando a urina do seu interior.

Ao mesmo tempo, o esfíncter urinário e os músculos da pelve relaxam, abrindo a uretra e permitindo o escoamento da urina.

Incontinência urinária de esforço é aquela em que ocorre uma perda involuntária de urina quando há um aumento na pressão intra-abdominal, ou seja, quando tossimos, espirramos,
rimos, pulamos ou ainda quando fazemos qualquer esforço que use a musculatura abdominal.

O aumento da pressão abdominal também causa uma elevação da pressão na bexiga.

Normalmente, este aumento de pressão não é suficiente para vencer o esfíncter urinário, por isso, a maioria dos indivíduos não perde urina aos esforços.

Bexiga hiperativa acontece por uma hiperatividade do músculo que contrai a bexiga, gerando súbitas contrações, causando urgência para urinar, o que, em alguns casos, costuma fazer com que o paciente urine antes de ter tempo para chegar até o banheiro.

Incontinência urinária de sobre fluxo é aquela que surge por obstruções à saída de urina, fazendo com que a bexiga permaneça constantemente cheia.

Ao contrário dos outros tipos de incontinência, este quadro é mais comum nos homens, principalmente naqueles com doenças prostáticas.

O crescimento da próstata comprime a uretra e faz com que a bexiga tenha que suportar grandes volumes de urina.

Quando este órgão fica muito cheio, a pressão do líquido é tão grande que acaba vencendo a resistência causada pela próstata, fazendo com que a pessoa não tenha controle da hora em que vai urinar.

Independente da causa, o mecanismo inicial das incontinências urinárias é sempre o mesmo, ou seja, hiperatividade e hipoatividade da bexiga, obstrução à passagem da urina ou um esfíncter urinário incompetente.

Abrir a mente para o esclarecimento pode fechar as portas do constrangimento.

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