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“A direita tem alergia à educação”
Plenário
Fabiana Tostes

Fabiana Tostes


“A direita tem alergia à educação”

Ato em Goiabeiras (Foto: Beto Maia/AT)
Ato em Goiabeiras (Foto: Beto Maia/AT)

O ex-candidato à Presidência da República Fernando Haddad (PT) está no Estado para um ato da caravana “Lula Livre” e também para debater, com estudantes e professores universitários, o bloqueio de 30% nos recursos destinados às universidades e institutos federais.

Em coletiva de imprensa na tarde de hoje (09), ao lado do presidente do PT-ES, João Coser, da deputada estadual Iriny Lopes e do federal Helder Salomão – além de outros políticos e militantes –, Haddad fez críticas ao governo federal, principalmente mirando à proposta de reforma da Previdência e os cortes na Educação.

“Todo mundo que conhece a história do Brasil sabe que o ensino superior é um problema para governos conservadores ou reacionários. A direita tem alergia à educação, sobretudo a superior. Porque é ali que se desenvolve senso crítico e se ganha autonomia. Autonomia não combina com a extrema-direita, que tem dificuldades em formar pessoas autônomas, que pensem com a própria cabeça. Por isso que filosofia, sociologia, coisas que podem fazer as pessoas pensarem são problemas para eles. E isso tem sido assim, o Brasil foi o último país importante das Américas a ter uma universidade”, disse Haddad.

Haddad em coletiva de imprensa em Vitória  (Foto: Fabiana Tostes)
Haddad em coletiva de imprensa em Vitória (Foto: Fabiana Tostes)

Ele criticou alguns pontos da reforma, embora tenha dito que o partido (PT) reconhece que uma reforma da Previdência seja necessária. Citou as mudanças que os ex-presidentes Lula e Dilma fizeram.

“É preciso blindar a parte da população que ganha até três salários mínimos e 80% dessa reforma incide sobre esses trabalhadores. A população de baixa renda não está conseguindo fechar o mês, como vai poupar o que não tem para comprar um título de capitalização? Tem a questão do BPC, do trabalhador rural, dos 40 anos de contribuição para a aposentadoria integral. Num país onde 50% dos trabalhadores são informais, exigir 40 anos de carteira assinada? O debate não está sendo transparente”.

"Justiça também erra"

Sobre a prisão do ex-presidente Lula, Haddad mantém a posição de que ele é inocente. “Nada mudou desde que a sentença foi proferida. Lamento contrariar uma decisão judicial, mas a Justiça erra também. O STJ decidiu não discutir as provas. Ele se absteve de discutir as provas, que era um pedido da defesa da qual eu faço parte”.

Após a coletiva de imprensa, Haddad seguiu para um ato em frente a Ufes que reuniu, segundo a organização do evento, 6 mil pessoas. Uma faixa da avenida Fernando Ferrari, em Goiabeiras, foi fechada.

 (Foto: Ricardo Stuckert)
(Foto: Ricardo Stuckert)


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