Fabiana Tostes

Fabiana Tostes


A desvantagem capixaba

Durante sabatina com os candidatos ao Senado, ontem, na Universidade de Vila Velha, o professor Vitor Amorim de Angelo propôs como discussão a representatividade do Espírito Santo frente aos demais estados. Uma questão oportuna, afinal, estavam presentes pleiteantes à única casa legislativa onde todos têm a mesma proporção: três vagas.

A questão é determinante principalmente quando os interesses capixabas vão de encontro ao das maiores bancadas, como São Paulo e Minas Gerais. Basta lembrar da votação do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap). A pergunta era clara: qual seria a solução? Alguns candidatos defenderam reformas política e tributária. Mas isso dependeria do apoio das grandes bancadas, que não admitiriam perder espaço. Para o eleitor, a resposta é simples: a eleição de lideranças capazes de articular. Afinal, o Congresso é um poder político.

Falta articulação
Proponente da questão, o professor Vitor Amorim de Angelo ratifica, explicando que deveria haver melhor articulação interna entre os membros da bancada (os 10 deputados e três senadores). “Estamos em uma posição intermediária, alguns estados têm bancadas menores que a nossa. Falta articulação interna e em consonância com o governador”, opina.

“Hartung já me ajudou”
Candidato a deputado estadual e ex-secretário de Direitos Humanos, Júlio Pompeu (PDT) foi questionado se esperava, quando decidiu concorrer, que o governador Paulo Hartung (MDB) o ajudasse. “O governador está mais preocupado com a pauta nacional que a estadual... No que ele pôde me ajudar já fez, me permitiu ter experiência no Executivo”, respondeu.

 (Foto: Léo Rangel)
(Foto: Léo Rangel)
Homem de Ferro
Depois de César de Planeta dos Macacos, chegou a vez de Tony Stark, o Homem de Ferro, entrar na disputa eleitoral. Isso porque o vereador Leonil (PPS) usou uma das cenas antológicas do herói na sua campanha. No vídeo, distribuído por WhatsApp, o personagem diz: “Meu candidato é Leonil”.

Relação difícil em Vila Velha
A situação na Câmara de Vila Velha não anda boa para o prefeito Max Filho (PSDB). Na segunda-feira, cinco vetos foram derrubados e três retirados de pauta. Na última semana, caíram outros quatro vetos.

Nos bastidores, há uma proteção quase coorporativa entre os parlamentares quando se trata de seus projetos. Além disso, existem tensões eleitorais devido à presença de ex-prefeitos no pleito.

Sessões a toque de caixa exaltam os ânimos
As sessões feitas a toque de caixa na Assembleia, devido à eleição, têm exaltado os ânimos dos parlamentares. Em discurso, Sérgio Majeski (PSB) reclamou dos colegas que batem ponto e deixam o plenário. Chegou a citar o presidente Erick Musso (PRB). Por nota, o presidente se defendeu: “Talvez alguns deputados não saibam ou por má fé tentem induzir de forma errada a opinião pública, mas cumpro com funções administrativas, extra-plenário”.

Galeria

Colatina
Os candidatos ao governo Rose de Freitas (Podemos) e Carlos Manato (PSL) não participaram do debate promovido pela Diocese de Colatina, segunda-feira. No evento, coube a Aridelmo Teixeira (PTB) os discursos mais ríspidos, afirmando que os demais discursam sem base estatística.

Força-tarefa
Segundo suas assessorias, os senadores Ricardo Ferraço (PSDB) e Magno Malta (PR) não participaram da sabatina na UVV porque estão em Brasília. Há um acordo para acelerar votações e “liberar” os parlamentares para as campanhas.

Silva e Darcy
Nas redes sociais, o cantor Silva parafraseou o escritor Darcy Ribeiro para se referir ao incêndio no Museu Nacional: “A crise da cultura no Brasil não é uma crise, é um projeto”.

Recursos
O PDT Nacional orientou aos candidatos pedirem formalmente recursos. Mas nada chegou até agora.