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A crise dos dois anos é real?
AT em Família

A crise dos dois anos é real?

 (Mãe de Lara, de 2 anos e 2 meses, Lívia está vivendo essa fase com a filha - Foto: Kadidja Fernandes/AT)
(Mãe de Lara, de 2 anos e 2 meses, Lívia está vivendo essa fase com a filha - Foto: Kadidja Fernandes/AT)

Por Luciana Pimentel

Aqueles sorrisões gostosos dão lugar a birras, gritos e enfrentamentos. Aos dois anos, a criança entra em uma espécie de adolescência e começa a questionar os pais sobre tudo. Além disso, passa a querer que sua vontade prevaleça. No calor do momento, muitos pais entram na onda dos pequenos, também levantam a voz e até os colocam de castigo.

Tem que ter muita paciência, certo? Claro! Mas os especialistas garantem que dá para passar por essa fase de forma tranquila. Pediatra do Hospital e Maternidade São José, Francine Fiorot salientou que a crise dos dois anos é real.

“A criança começa a se reconhecer como indivíduo e ter autonomia nas coisas que faz e nas vontades que tem. Quando o desejo dela é negado, faz birra, acaba batendo nos pais, falando não, gritando e se jogando no chão, porque, apesar de estar desenvolvendo a autonomia, ainda é extremamente imatura”.

A médica lembrou que “entrar na dança” e gritar junto não é a melhor opção. “A explicação sobre a negativa deve ser dada somente depois que o choro e os gritos acabarem. Nunca deixar passar, porque senão ela não sabe o que é errado ou certo. E não ceda! Se ela fizer birra e você der o que ela queria para que pare de chorar, ela entenderá que é assim que vai ganhar as coisas e as birras vão piorar”.

A psicóloga Cássia Rodrigues destacou que a forma mais assertiva de extinguir um comportamento ruim é explicar que não pode e, se ela insistir em fazer, privá-la de algo que ela goste muito, como brinquedos e saídas ao parquinho.

“A criança vai entender que os atos dela têm consequências”, ensinou a especialista.

 (Foto: Kadidja Fernandes/AT)
(Foto: Kadidja Fernandes/AT)
A doula e acupunturista Lívia Meggiolaro Camargo, 36, é mãe da Lara, de 2 anos e 2 meses, e está vivendo essa fase com a filha. Ela fez um estudo do desenvolvimento infantil e se preparou para esse momento.

Dificilmente digo só o não, eu converso sobre tudo e criei uma relação de confiança com ela. Percebo que, quando a Lara se sente respeitada, ela fica calma e é mais fácil negociar”, contou a mamãe.

Lívia faz uma abordagem firme, porém assertiva com a pequena. "Envolvo a Lara nas tarefas, ela já faz tudo comigo. Quando a criança se sente parte da família e útil, fica mais tranquila", avaliou.

A mãe também avalia a real necessidade do não. "Dificilmente digo só que ela não pode fazer alguma coisa, porque é aí que rola a pirraça. Explico sempre o motivo do não e, assim, estabelecemos uma relação de confiança. Não há necessidade de embates", lembrou. 


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