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A Copa Europa
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira


A Copa Europa

A qualidade dos jogos da Copa América reforça a tese que venho defendendo por aqui a respeito do aproveitamento nas seleções sul-americanas dos jogadores que cumprem o calendário europeu.

Principalmente nos torneios de meio de ano, que coincidem com o final de temporada nos principais campeonatos do Velho Continente.

Embora o número de jogos por lá seja menor do que o da temporada brasileira, e apesar de os clubes vizinhos aqui do continente terem carga mais racional do que a nossa, o futebol sul-americano perde cada vez mais autenticidade. E muitos técnicos já enxergaram que tudo é fruto da europeização dos principais jogadores. Tema sobre o qual a Conmebol deveria refletir.

Dos 22 jogadores que entraram em campo na noite de terça-feira (2), no Mineirão, para o clássico entre Brasil e Argentina, apenas dois (o goleiro Franco Armani, do River Plate, e o atacante Everton, do Grêmio) atuam num clube da América do Sul.

E, mais: dos 46 convocados pelos técnicos de ambos os países, oito não atuam no futebol europeu — três deles em ação em clubes mexicanos.

Ou seja: somente cinco (três brasileiros e dois argentinos) jogam o genuíno futebol sul-americano.

E, com um detalhe: dois destes são goleiros: o corintiano Cássio e argentino Agustín Marchesín, do América do México.

É muito pouco para uma competição que deveria estar mostrando ao mundo o estilo que se joga no continente em questão.

Dia desses, numa mesa redonda entre os técnicos, promovida pelo canal “Fox Sports”, o sempre polêmico Vanderlei Luxemburgo levantava uma tese interessante. Para ele, o fato de os jogadores brasileiros estarem deixando o País ainda sem terem fechado o ciclo da formação está refletindo no futebol que a Seleção tem apresentado.

Porque, lá fora, o jogador não deve dar mais do que três toques na bola.

Os europeus priorizam o jogo coletivo, em detrimento do individualismo, e essa rigidez tira do jogador ainda em formação a coragem do improviso no drible — salvo, é claro, do extraclasse.
Caso de Neymar, por exemplo, que deixou o Santos com 21 anos, já formado e campeão da Libertadores.

As federações dos países sul-americanos montam suas seleções com jogadores em final de temporada e acostumados com o jogo coletivo que se pratica em gramados europeus e vêm disputar a Copa América, que para eles não tem mais sentido.

Este troféu não tem mais nenhuma representatividade para a carreira deles.

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