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Trechos de cartas mostram ordens de chefões na cadeia

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Trechos de cartas mostram ordens de chefões na cadeia


Advogadas estão no Presídio Feminino de Cariacica. (Foto: Thiago Coutinho/AT)
Advogadas estão no Presídio Feminino de Cariacica. (Foto: Thiago Coutinho/AT)

As ordens dadas por chefões de quadrilhas, de dentro das cadeias, através de cartas, a seus cúmplices do lado de fora eram levadas por duas advogadas, presas na terça-feira (20), e decidiam de casamentos a compra de drogas.

Trecho do inquérito policial ao qual A Tribuna teve acesso detalha o conteúdo das cartas. A polícia acredita que o esquema de casar e separar, revelado na primeira fase da Operação Ponto Cego, servia para levar drogas e outros produtos ilícitos para dentro dos presídios, durante visitas íntimas que eram possíveis por causa dos casamentos de fachada.

O documento revela cartas escritas de próprio punho pelas advogadas Gabriella Ramos Acker e Luezes Makerlle Rocha, de acordo com exames da perícia da Polícia Civil. As duas foram presas na operação.

“Fala com ele que é para desfazer essa união (...), porque, agora, só desfaz com advogado. (...) É para você dar uma olhada na mulher e ver se é boa e já fazer união estável”, diz uma das cartas escritas por Gabriella, segundo a polícia, a pedido do preso Alex Santos Silva, o Baiano.

As investigações apontam Baiano como membro de uma associação criminosa chefiada por Marcelo José Furtado, o Marcelinho do Vale, que, de acordo com a polícia, é chefe do tráfico em Vale do Sol, Viana.

Outra carta escrita por Gabriella diz como deve ser a “candidata” a mulher de preso: responsável e solteira.
“Sobre a sua amiga que está em casa, vamos colocar ela para visitar o Washington de Carvalho Filho. Já liga na irmã dele, para pegar os documentos do Washington (...) e já fazer a união estável. Você garante que ela é uma mulher responsável e, se tiver algum namorado antes ou preso ou outro envolvimento, resolve isso antes”, diz outro preso, Rodrigo Damásio Rosa, a sua mulher.

Duas cartas são atribuídas à advogada Luezes Makerlle Rocha. Uma é do detento Jhony da Silva.

“A minha pistola está lá no Vista Linda com o Té. Eu não sei como foi parar lá. É uma 45 rajada. Fica com você e, se conseguir pegar, pede para a doutora me avisar.”

Outra carta pede que uma testemunha mude seu depoimento.

Advogada organizava prova da OAB

A advogada Luezes Makerlle Rocha participava da Comissão de Exame de Ordem da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), grupo criado para organização das provas que a instituição aplica para obtenção do registro de advogado.

Na noite desta quarta-feira (21), a OAB-ES informou, por nota, que Luezes foi afastada de suas funções.

“A advogada Luezes da Silva Rocha Izoton foi afastada, na data de hoje (quarta), das funções que ocupava em Comissões Temáticas da entidade. A decisão partiu da Coordenação Geral das Comissões.”

A defesa de Luezes, representada pelo advogado Ailton Ribeiro, entrou com um pedido de habeas corpus nesta quarta.

“A suposta acusação é por organização criminosa, que não é um crime cometido com violência ou grave ameaça. Então, é plenamente possível que a acusada venha a responder o processo solta. Isso não foi observado pela juíza de primeira instância”, disse o advogado.

O diretor da Comissão de Prerrogativas da OAB-ES, Eduardo Sarlo, também entrou com um pedido de liberdade para Luezes e para a advogada Gabriella Ramos Acker. Ele solicitou que elas sejam transferidas para sala de estado maior, que pode ser, por exemplo, a sala do comandante-geral da PM. Esse direito, segundo ele, é garantido por lei a todos os advogados.

“E, na ausência dela (sala de estado maior), que elas sejam recolhidas em prisão domiciliar.”

A reportagem completa, você lê na edição desta quinta-feira (22) do jornal A Tribuna.


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