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Tire suas dúvidas sobre o novo financiamento imobiliário da Caixa

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Tire suas dúvidas sobre o novo financiamento imobiliário da Caixa


O que é o novo financiamento imobiliário da Caixa?
O cliente poderá contratar um financiamento cuja taxa de juros terá dois componentes: uma taxa fixa, entre 2,95% e 4,95% ao ano, mais a variação da inflação (pelo IPCA mensal). A taxa mais baixa, de 2,95% ao ano, será apenas para servidores públicos. Trabalhadores do setor privado terão juros a partir de 3,25% pela nova modalidade.

O teto é de 4,95% para clientes que não têm relacionamento com a Caixa — como recebimento de salário, por exemplo.

Considerando a previsão do mercado financeiro de que a inflação termine o ano a 3,71%, isso significaria que o crédito imobiliário teria um custo ao redor de 6,71%.

Para 2020, a expectativa de inflação é de 3,90%, o que levaria a taxa média para 6,90%. A taxa sempre mudará conforme a inflação. O banco financiará até 80% do imóvel e o prazo será de 30 anos.

Essa taxa é menor que a cobrada pelos bancos atualmente?
Depende. Bancos têm concedido financiamentos com taxas prefixadas a partir de 7,99% ao ano + TR (que atualmente está zerada).

Nas linhas pró-cotista e Minha Casa Minha Vida, que usam recursos do FGTS, as taxas são mais baixas. A expectativa, além disso, é que os juros caiam conforme a Selic é reduzida pelo Banco Central.  A taxa básica de juros está em 6% ao ano e pode terminar 2019 em 5%, conforme projeções do mercado financeiro.

O que acontece com o financiamento que eu já tenho?
Permanece igual. A nova modalidade é apenas para contratos novos de financiamento.

Sempre será vantajoso o financiamento pelo IPCA?
Só será vantajoso se a inflação se mantiver baixa, porque é disso que depende o custo menor. Se a inflação disparar, o financiamento imobiliário poderá pesar no orçamento. A correção pelo IPCA, assim como na TR, será mensal. A diferença é que a TR oscila menos que a inflação.

Presidente da Caixa, Pedro Guimarães afirma que o cliente poderá continuar optando pela linha de crédito que usa a TR como correção, caso não se sinta seguro com o IPCA (Foto: Isac nóbrega/PR)
Presidente da Caixa, Pedro Guimarães afirma que o cliente poderá continuar optando pela linha de crédito que usa a TR como correção, caso não se sinta seguro com o IPCA (Foto: Isac nóbrega/PR)

Por que a Caixa conseguirá cobrar taxa fixa menor nesse sistema e não consegue baixar o financiamento tradicional?
O que a Caixa planeja é criar um mercado de títulos de dívida de financiamento imobiliário. Vários contratos de crédito seriam emitidos e vendidos no mercado a uma taxa de juros fixa mais a inflação, em uma estrutura de remuneração parecida com títulos da dívida pública Tesouro IPCA+.
Com mais dinheiro e sem a necessidade de carregar a dívida, o banco poderia emprestar mais, reduzindo o custo do dinheiro.

E por que não é possível fazer isso hoje?
Um dos motivos é que as fontes de dinheiro do setor imobiliário — a poupança e o FGTS — são corrigidas pela TR. O problema é que a TR não é um indicador levado em consideração pelos investidores para corrigir suas aplicações. Não haveria no mercado demanda por investimentos atrelados à TR.

Quem vai poder contratar o novo financiamento?
A intenção da Caixa é restringir o produto a consumidores de maior poder aquisitivo e que compram imóveis mais caros. Eles teriam maior capacidade de compreender e de acomodar no orçamento mensal as oscilações da inflação. O Minha Casa Minha Vida, por exemplo, continua com o sistema atual.

O que acontece se a inflação disparar, como já ocorreu muitas vezes no Brasil?
O custo do financiamento também sobe e a taxa pode ficar mais cara que o esperado pelos consumidores.

Poderei mudar para a taxa prefixada depois de aderir a um financiamento pelo IPCA?
Não. É preciso seguir pelo mesmo sistema. Em uma comparação, hoje é possível escolher o sistema de amortização do financiamento imobiliário: a tabela SAC (Sistema de Amortização Constante, que reduz o valor das parcelas) ou a Price (que começa com parcelas mais baixas). Uma vez iniciado o financiamento, não é mais possível trocar, mesmo que mude para outra instituição financeira.

E será possível fazer portabilidade de crédito para outros bancos?
Dependerá dos outros bancos oferecerem a nova modalidade de financiamento.


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