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Supersafra de maconha deixa policiais em alerta no Estado

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Supersafra de maconha deixa policiais em alerta no Estado


Drogas apreendidas pelo Denarc, comandado pelo delegado Fabrício Dutra: combate ao “delitoduto” do tráfico (Foto: Beto Morais/AT)
Drogas apreendidas pelo Denarc, comandado pelo delegado Fabrício Dutra: combate ao “delitoduto” do tráfico (Foto: Beto Morais/AT)

A entrada de grandes carregamentos de maconha vindos do Paraguai para o Estado, na época da supersafra naquele país, é monitorada pela polícia capixaba. O período teve início em julho e vai até dezembro.

De acordo com o titular do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc), delegado Fabrício Dutra, ações para prender quem transporta ou comercializa o entorpecente são diárias. “Vamos estar muito atentos para evitar que essas grandes safras entrem no Estado. Estamos com trabalho de inteligência intenso e temos conseguido evitar a entrada.”

Na manhã dessa sexta-feira (23), a Polícia Civil mostrou o resultado da apreensão de mais de 100 quilos de maconha realizada no bairro Santa Paula, na região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha. A droga estava enterrada no quintal de uma casa, dentro de tonéis, e tinha até selo de qualidade. Emerson Henrique Miguel, 24, foi preso durante a ação, na última segunda-feira (19).

De acordo com o titular do Denarc 2 – área de Vila Velha –, delegado Diego Bermond, o serviço de inteligência identificou Emerson em negociação de dois tabletes da droga. O material seria entregue a outro traficante, perto de um supermercado da região.

Antes do comprador chegar, os policiais prenderam Emerson. “Ele é integrante de uma quadrilha que vendia droga em grandes quantidades para outros traficantes, que a vendiam em pequenas porções aos usuários”.

Após a prisão, Emerson levou a equipe até a casa dele, onde havia mais dois quilos da droga. O cheiro de maconha era muito forte no local, o que levantou suspeitas. “Os policiais viram que a terra do quintal estava remexida, cavaram e localizaram tonéis azuis com mais de 100 tabletes da droga”, revelou Bermond.

Também foram encontrados adesivos usados como selo de qualidade. “Eles tentam expressar qualidade, mas não existe qualidade nesse tipo de substância. Ela mata”. Emerson foi autuado por tráfico e associação para o tráfico e foi encaminhado ao presídio. Segundo a polícia, a maconha apreendida é mais potente que a comum.

“Lucro de sangue no mercado da morte”, diz delegado

Na cadeia de comercialização da maconha – da produção ao consumo –, existem investimentos que custam vidas. Para o delegado titular do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc), Fabrício Dutra, esse “é um mercado em que, enquanto o usuário busca uma satisfação de prazer alucinógena, comprando o produto, o traficante quer é dinheiro. É um lucro de sangue, é um mercado da morte”.

A tribuna – Quais são as áreas que exigem mais atenção da polícia?
Fabrício Dutra –
A Grande Terra Vermelha, em Vila Velha, e a Grande Jacaraípe, na Serra, são regiões que chamam atenção pela grande quantidade que recebem de maconha, chamada por criminosos de “chá”. Esse volume é distribuído para cidades da Grande Vitória e para o interior do Estado.

Por que as drogas ficam concentradas nessas regiões?
É questão de logística. Muitos traficantes acham que, nesses locais mais afastados dos grandes centros – no caso, Vitória –, a polícia vai demorar a chegar ou que vai chegar muito pouco. Eles procuram as bordas das metrópoles para esconder esses carregamentos.

Como funciona o esquema?
Não estamos falando de gerente do tráfico, mas do traficante que transporta de 100 a 200 quilos de droga, do intermediário, que chamamos de “delitoduto”, que faz a distribuição dentro da logística criminosa. Entretanto, prendemos do pequeno ao grande traficante.

Atualmente, o nosso foco é identificar e prender o transportador e o distribuidor. São eles que espalham os carregamentos que chegam em caminhões e ônibus para os pequenos traficantes (o varejo). Também usam “mulas” (pessoas contratadas para transportar drogas) para levar pequenos carregamentos para o interior. Essas “mulas” são, em sua maioria, mulheres jovens.

Por que a preocupação com maconha de fora do País?
No Brasil, o contexto da maconha fica mais ligado ao Polígono da Maconha, no sertão nordestino. Essa droga produzida lá tem uma característica diferente. Ela é um tipo de “maconha aerada”, como chamamos aqui, devido às características que ela adquire no terreno em que é cultivada. Ela é mais leve, tem coloração diferente. Já a maconha do Paraguai, mostrada hoje (ontem), ela é diferenciada. É uma maconha com embalagem diferenciada em peso e formato e de “qualidade superior”.

Qual a razão de se preocupar com o segundo semestre?
Existe uma supersafra de maconha que vem do Paraguai e entra no Estado. Historicamente, há muita apreensão dessa droga nesta época do ano. Existe o período de plantio, o de colheita e o de distribuição da droga. A distribuição é realizada exatamente entre julho e dezembro.


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