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No rumo das boas expectativas
Tribuna Livre

No rumo das boas expectativas

É certo em economia que os agentes econômicos adoram as boas expectativas e detestam as incertezas quanto ao futuro. Empresários de todas as áreas ficam sempre atentos quando se fala de aquecimento da economia. O grande economista inglês John Maynard Keynes diz que a incerteza “é uma questão de informação e de confiança nas possibilidades que essa informação proporciona na tomada de decisões”.

Para o agente econômico, portanto, quanto melhor o horizonte, no sentido de “certezas”, melhores serão suas expectativas para investir.

Estamos nos aproximando do final do primeiro ano de um novo governo federal, que tem o dever de criar boas expectativas econômicas para retomar o aquecimento da economia e, consequentemente, a criação de postos de trabalho, de renda e oportunidades para a população e para os consumidores em geral.

Dentre as notícias boas que podem criar um cenário mais favorável, está a quase aprovada reforma do sistema previdenciário, que vai trazer expectativas positivas, mas num longo prazo, que talvez não tenha um impacto imediato na economia.

O que poderia impactar mais positivamente a economia no terceiro e quarto trimestres de 2019 seriam fatores mais delgados do ponto de vista político, mas que são influenciadores, sobretudo, a curto prazo. Dentre eles, destacamos: medida Provisória da Liberdade Econômica; Liberação de parcelas do FGTS; taxa Selic em baixa; inflação controlada; dólar com o viés em alta (neste caso, os consumidores procurarão substituir os produtos importados); posição positiva do PIB referente ao segundo trimestre. Por fim, e muito importante para os capixabas, o setor público pagando em dia.

Esses fatores compõem um cenário que permitirão uma melhora substantiva nas expectativas econômicas neste fim de ano. Aliado a esses pontos, alguns ligados à macroeconomia do País, temos fatores extremamente sazonais que serão alavancas para aumentar a demanda por produtos e serviços neste fim de ano. Citamos como exemplo as grandes promoções que serão possíveis pela parceria entre o setor privado e o governo federal. Já em novembro teremos a famosa Black Friday.

Obviamente que, não só o Estado como o País, dependem também de fatores externos para uma melhora das expectativas. No cenário internacional, um grande detonador de esperanças é a guerra comercial travada entre os EUA e a China, obviamente junto com Brexit. Serão dois nós que deverão ser destravados nos próximos anos, ou até meses.

Cabe ao governo federal, no máximo de esforço possível, criar as boas condições para o aquecimento da economia brasileira e, consequentemente, capixaba. Há um fato imponderável que deverá pesar na balança para um melhor final de ano: a dinâmica do fator de produção denominado “capital”.

Ou seja, quanto mais rápido se chega ao fundo do poço, mais rápido o capital sobe. Portanto, se considerarmos que em 2016 nós batemos no fundo do poço, quando houve uma falência generalizada de pequenos e médios negócios, tudo indica que o capital está fazendo um movimento de ascendência, ainda que de forma lenta, mas está subindo.

Do ponto de vista das expectativas, temos a intuição que será o primeiro ano que marcará a retomada do crescimento da economia.

Vaner Corrêa Simões Júnior é conselheiro do Conselho Regional de Economia (Corecon-ES).

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