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Ney coloca o bloco na rua

Entretenimento

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Ney coloca o bloco na rua


(Foto: Marcos Hermes)
(Foto: Marcos Hermes)
O espetáculo começa quente, em clima de Carnaval. Os movimentos são sensuais, animalescos. A figura serpenteia, rebola. E provoca! Como provoca! O palco é o seu habitat, seu lugar de liberdade. O público percebe e também se joga. Vale tudo!

Quatro anos após a turnê “Atento aos Sinais”, Ney Matogrosso, 77 anos, volta a Vitória no sábado (18) e coloca seu “Bloco na Rua”, na turnê cujo nome foi inspirado na canção do cachoeirense Sérgio Sampaio. “Eu quero é botar meu bloco na rua/ Brincar, botar pra gemer / Eu quero é botar meu bloco na rua / Gingar, pra dar e vender”, cantará ele.

O figurino do espetáculo, que inclui uma máscara, foi criado pelo estilista paraense Lino Villaventura (Foto: Marcos Hermes)
O figurino do espetáculo, que inclui uma máscara, foi criado pelo estilista paraense Lino Villaventura (Foto: Marcos Hermes)
No show, “músicas que eu gosto de cantar”, diz Ney, compostas por nomes como Chico Buarque, Raul Seixas e Cazuza. Perguntado sobre a euforia que causa nos fãs, ele ri e diz que “continua do mesmo jeito”.

“Mas eu não entro no palco pensando em seduzir. Não é assim. Quando entro no palco, eu vou me libertando. Ali, não posso me reprimir. E sei que as pessoas vão para o show em busca disso. Faz parte da nossa brincadeira. Tudo pode. Só não vale tentar me segurar, me impedir de andar, de me movimentar. Aí eu não gosto”, revela.

“Temos que poder falar. Ou a vida vai ficar muito chata!” - Ney Matogrosso, cantor

AT2: O último encontro por aqui foi há 4 anos, em “Atento aos Sinais”. Como vai ser agora, com “Bloco na Rua”?
Ney Matogrosso: Desta vez, eu não estava preocupado em lançar nada. Estou cantando o repertório que eu gosto, são músicas muito conhecidas. “Atento aos Sinais” era mais pop. Agora é MPB. Mas a roupagem não é a tradição.

AT2: Pelas canções, parece que continua provocador. É uma impressão correta?
Ney Matogrosso:
Sou apartidário e nunca fiz shows com discursos políticos. Mas as canções dão o recado. Esse show foi pensado há mais de um ano, enquanto eu estava na turnê “Atento aos Sinais”. Busquei músicas que eu gosto de cantar. Mas, claro, as letras são importantíssimas. E há momentos fortes, que as pessoas podem interpretar como politizados. É tudo livre!

A canção do Chico (“Tua Cantiga”), por exemplo, é belíssima e teve uma repercussão tão idiota, ao meu ver. Como se o Chico estivesse fazendo campanha para marido largar a mulher. Meu Deus! É uma liberdade artística e é uma canção de amor! Um compositor tem que ter liberdade para criar. Temos que poder falar. Ou a vida vai ficar muito chata!

 (Foto: Marcos Hermes)
(Foto: Marcos Hermes)

AT2: Gosta de letras fortes?
Ney Matogrosso: Sim. Eu procuro ser coerente com a pessoa que eu sou, com o meu pensamento. Quando eu pego uma música, penso: “Se fosse um compositor, eu falaria isso?”. Se a resposta for sim, então a canção é coerente com quem eu sou.

AT2: E isso te dá propriedade, não? Parece que são suas.
Ney Matogrosso: Acho sim. Eu sou um intérprete, não sou um compositor. Um intérprete tem que convencer. Só uma voz não é suficiente. Jamais me sustentei somente nisso. Até porque eu venho do teatro, que é uma outra informação que trago.
O figurino é incrível!

Pela primeira vez, eu não opinei no figurino. O Lino Villaventura, estilista, quis fazer uma surpresa. Quando vi pronto, lembrei dos Clóvis, os bate-bolas do Carnaval, sabe? Tinha tudo a ver, já que queria colocar o “Bloco na Rua”.

AT2: Como o show está sendo recebido até agora?
Ney Matogrosso: Para mim, a reação das pessoas foi uma surpresa. Há uma parte romântica, e pensei que as pessoas poderiam não gostar. Mas é a parte em que elas mais se manifestam.

É conhecido por sua atitude transgressora. Ainda se considera um transgressor?

A ideia é sempre surpreender. Eu pretendo chegar sempre com alguma coisa original para mostrar. O fato de me verem como um transgressor até hoje só mostra que evoluímos muito pouco. Ou que andamos para trás.

AT2: Você causa euforia na plateia. Já aconteceu de alguém perder a linha?
Ney Matogrosso: Claro! Já aconteceu de gente se jogar no chão e pedir para eu pisar em cima. Falei que não ia fazer isso e pedi para a pessoa levantar.

AT2: Essa será mais uma turnê de cinco anos? “Atento aos Sinais” foi um enorme sucesso.
Ney Matogrosso: Eu não sei. Mas, se o que tem acontecido até agora for um determinador, pode acontecer. Eu não sei também se eu consigo fazer mais cinco anos de espetáculo.

AT2: Mas você continua vigoroso, flexível, cheio de gás. Algo lhe diz que tem 77 anos?
Ney Matogrosso: Não, nada. Não tenho nenhuma evidência física disso. Continuo flexível, como você diz, consigo dançar, tenho fôlego. Claro que eu saio cansado, mas eu também saía cansado quando tinha 30.

SERVIÇO:

Ney Matogrosso
O quê: Show da nova turnê, “Bloco Na Rua”
Quando: Próximo sábado
Horário: Abertura dos portões, 21h Show previsto para 22h
Onde: Espaço Patrick Ribeiro, no novo Aeroporto de Vitória. Av. Adalberto Simão Nader, s/n, Mata da Praia
Clas.: 16 anos. Menores de 14 anos só acompanhados dos pais ou responsável legal
Ingressos: Pista a R$ R$ 70,00 (meia). Cadeiras setor Ouro a R$ 105,00 (meia) e setor Prata a R$ 90,00 (meia). Mesas para 4 pessoas: setor Ouro a R$ 1.040,00; Prata a
R$ 920,00 e Bronze a
R$ 800,00
Venda: Metal Nobre (Grande Vitória), Espaço Patrick Ribeiro e Cafeteria e Choperia do Mestre (novo Aeroporto de Vitória) e site eventbrite.com.br
Inf.: 99242-6062
Apoio: Rede Tribuna.


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