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Fator Cebolinha
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira


Fator Cebolinha

A simples presença de Everton, o Cebolinha, entre os titulares da Seleção Brasileira fez uma baita diferença na goleada de 5 a 0 sobre o Peru, na Arena Itaquera. O atacante do Grêmio, protagonista no futebol brasileiro e sul-americano, deu personalidade a um conjunto que patinava sem a presença de Neymar.

Com ele, a Seleção pôde, finalmente, dar partida no motor. Foi a melhor a atuação da equipe de Tite em jogos sem seu único protagonista em times da Europa.

Sim, porque a Seleção Brasileira sem o astro do PSG passa a ser formada por jogadores que não têm o protagonismo em seus clubes, na Europa. Todos ótimos, registre-se, mas sem aquela aura de super-herói, que geralmente o define como o melhor do time.

E em termos anímicos, isso faz despertar nos outros uma energia vital para a transformação do coletivo.

Everton, que até então vinha entrando no decorrer dos jogos, desta vez iniciou a partida e colocou fogo no jogo desde cedo.

É certo que o gol do volante Casemiro, aos 11 minutos, em cobrança de escanteio bem ensaiada, abriu o trinco da defesa peruana. Mas, quando o goleiro Gallese acertou seu tiro de meta nas pernas de Roberto Firmino, aos 20, o Brasil já encurralava o time de Guerrero, Trauco, Cueva e cia. em busca do segundo gol.

Mas, a partir deste segundo gol, todo o time entrou na frequência de Everton. Pela ponta esquerda, pela direita e até pelo meio, onde por vezes foi visto trocando de função com Coutinho, foi o atacante gremista quem mudou o perfil da Seleção.

E nasceu daí a goleada de 5 a 0 sobre um adversário que não sofria tantos gols num só jogo desde os 6 a 0 impostos pela seleção do País Basco, em Bilbao, num amistoso realizado contra a seleção peruana em 2013.

Tite, nas entrelinhas de sua coletiva, após o jogo, citou os dados do scout, como posse de bola em torno de 70% e número de finalizações (18) com a intenção de mostrar que não houve nada de diferente. E atribuiu o resultado ao simples fato de o gol ter saído numa das primeiras jogadas de ataque.

Discordo do olhar simplista e sigo a crer que se este grupo tivesse mais jogadores em ação no País a dinâmica seria outra.

Mas o que importa agora é ver na quinta-feira se a goleada foi sinal de maturação ou fruto da fragilidade peruana. De qualquer forma, deu gosto ver jogar.

De pé

Pela estrutura interna, a seleção feminina foi até onde pôde chegar. Sai do Mundial com atuação acima das expectativas diante das anfitriãs.

Agora é olhar para dentro e tentar dar um passo à frente. Porque está provado que é possível.

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