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Conheça a família capixaba que é apaixonada por cobras

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Conheça a família capixaba que é apaixonada por cobras


Gilmar, Joyce, Maria e Thiago seguram a jiboia que é chamada de Sabrina, tem 1,45m e pesa 13 quilos (Foto: Roberta Bourguignon/AT)
Gilmar, Joyce, Maria e Thiago seguram a jiboia que é chamada de Sabrina, tem 1,45m e pesa 13 quilos (Foto: Roberta Bourguignon/AT)

Animais um pouco diferentes ganharam espaço no coração e na casa de uma família de Guarapari. Mãe, filho, nora e netos convivem com três cobras dentro de casa, que são tratadas como bichos de estimação: recebem alimento, muito carinho e até são levadas para passear de vez em quando.

A mãe, Maria do Carmo Marcial de Castro, 62 anos, que é técnica em prótese dentária, conta que a paixão começou pelo filho, Thiago Marcial de Castro, que atualmente é biólogo.

“Eu já gostava de bichos, e o Thiago acabou me incentivando a gostar de cobras. Com 9 anos, ele tinha um laboratório e as cobras ficavam dentro de vidros. Com 14, participou de um congresso sobre os bichos em uma faculdade, o que parece ter determinado sua vocação”, conta a mãe.

Quem também acompanha a criação dos animais é Gilmar Galvão, 6 anos, neto de Maria e sobrinho de Thiago. A mulher de Thiago, a universitária Joyce Ferreira, 33, também participa. Aos 35 anos, Thiago conta que, além de ter uma jiboia dentro de casa, também pesquisa sobre o assunto no País todo.

“Minha paixão por bichos vem desde criança. Mas na adolescência eu descobri uma paixão especial por répteis, tanto cobras quanto lagartos, tartarugas e jacarés. Esse amor foi crescendo e me tornei biólogo. Minha maior afinidade é pelas serpentes”, revela.

Thiago explica que as cobras que podem viver como animais de estimação não são venenosas e, se tratadas com carinho e atenção, tornam-se animais dóceis. As serpentes precisam de um ambiente adequado, que é o terrário.

“Diferente das aves e mamíferos, os répteis não produzem calor próprio, então pelo fato de termos alguns meses mais frios, o terrário precisa ter um aquecedor ou outro tipo de aparelho para controlar a temperatura”, diz o biólogo.

A jiboia que vive na casa de Thiago tem pouco mais de oito anos, 1,45 metro de comprimento e pesa 13 quilos. A cobra se chama Sabrina. Na casa de Maria do Carmo, tem a Gardênia e a Safira, ambas são da espécie salamanta. As cobras desta espécie comem ratos de laboratório, que são criados por Maria. Já as jiboias se alimentam de porquinhos da índia ou coelhos. A alimentação é feita a cada 15 dias.

Biólogo descobriu novas espécies

Thiago Castro vai lançar livro (Foto: Roberta Bourguignon/AT)
Thiago Castro vai lançar livro (Foto: Roberta Bourguignon/AT)

O biólogo Thiago Marcial de Castro já lançou um livro sobre as cobras existentes no Parque Estadual Paulo Cesar Vinha, em Guarapari, e agora finaliza pesquisas de Norte a Sul do Estado, para lançar uma nova obra, desta vez sobre os répteis do território capixaba.

Ele participou da pesquisa em que uma nova espécie de anfíbio foi descoberta nas matas do Sul do Estado. Trata-se da Luetkenotyphlus fredi uma espécie de Cecília (cobra-cega).

“A descoberta de uma espécie tão rara eleva a importância da biodiversidade capixaba e fortalece a iniciativa da conservação nos ambientes florestais onde foram registradas. Essa descoberta pode ser uma ferramenta para o incentivo à pesquisa, além de dar maior propulsão às políticas públicas em prol da conservação”, explicou.

O biólogo também revelou que há dois anos descobriu uma nova espécie de jararaca na Ilha dos Franceses, no Sul do Estado.

“Sempre vamos encontrar novas descobertas. No momento, estamos elaborando um livro que vai mapear todas as espécies de répteis do Espirito Santo, baseado em dados coletados há dois anos. Será um marco para a ciência”, afirmou o biólogo.


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