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Capixabas na onda coreana

Entretenimento

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Capixabas na onda coreana


“Anyoung haseyo”. Muitos dirão: “O que é isso?!” Mas, para os fãs da cultura coreana, não há segredo no “Olá, como vai?”.

Ligadíssimos no idioma, gastronomia, música e dança, capixabas entraram na onda coreana (“hallyu”) e movimentam feiras, encontros e grupos de K-pop. E, para acompanhar os passos, academias abriram turmas com a dança.

Wiliany Brito (xadrez - preto por baixo), Andressa Christina (xadrez - marrom), Nixon Canela (boné), Kathleen Rocha Pedro Henrique (cabelo cacheado), Vitor Morum (loiro) (Foto: Dayana Souza/AT)
Wiliany Brito (xadrez - preto por baixo), Andressa Christina (xadrez - marrom), Nixon Canela (boné), Kathleen Rocha Pedro Henrique (cabelo cacheado), Vitor Morum (loiro) (Foto: Dayana Souza/AT)
Dança, língua e intercâmbio
Com um ano e meio de formação, o Cosmic Dance Group mais parece coração de mãe. Com 19 integrantes (e prestes a ganhar mais dois), os dançarinos são divididos em cores e nome de estrelas.

“Mas dançamos em grupos menores e nos apresentamos de acordo com a disponibilidade de cada um”, explica a universitária Wiliane Brito, 19.

A estudante Andressa Cristhina, 19, conta que foi a cultura coreana que a levou até o K-pop.

“Estudo o idioma e quero fazer intercâmbio”. Na foto, Vítor Marun, 18 anos, Katheleen Rocha, 20; Andressa, 19, Wiliane, 19, Nixon Canela, 18, e Pedro Henrique Neves, 18.

Para o presidente da Associação Coreana do Espírito Santo, Sam Youl Cho, 55 anos, esse encantamento pela Coreia do Sul é digno de comemoração e de incentivo.

“Tento divulgar a cultura do meu país de nascimento. Se puder agregar, estou disposto a ajudar. Quando vi que os jovens gostavam do K-pop, resolvi incentivar, mesmo sem saber, essa dança jovem ritmada”, explica ao AT2.

Ainda de acordo com Sam Cho, foi em 2017 que descobriu os primeiros apaixonados em Vitória, com o sucesso do Psy, “Gangnam Style”. “Dava aula de coreano para jovens universitários quando, por intermédio de uma aluna, soube que os jovens estavam se reunindo na Pedra da Cebola para dançar”, lembra.

No próximo mês, haverá seleção de calouros para disputar o Campeonato de Grupos de K-pop. Em outubro, acontecerá á 3ª Mostra de Cultura Coreana no ES, no Teatro Municipal de Vila Velha.


ORIGEM DO K-POP:

O Termo K-Pop (Korean Pop) surgiu nos anos 90, mas se popularizou após duas décadas. O estilo consiste em músicas dançantes, com clipes coreografados por artistas de visual superproduzido e colorido.

O sul-coreano Psy foi um dos grandes responsáveis pela divulgação do K-pop, com o hit “Gangnam Style”. O sucesso foi tanto que o clipe foi o 1º a conquistar 2 bilhões de visualizações no YouTube.

Em maio deste ano, a banda BTS, formada em 2013, fez dois shows da turnê “Love Yourself” em São Paulo, esgotando a venda de ingressos em poucos minutos. Mesmo com as letras em inglês e coreano, os fãs cantaram junto.


DICIONÁRIO:

- Aegyo: comportamento fofo
- Anime: animação japonesa
- Army: grupo de fãs
- Bias: integrante favorito
- Big hear: fazer um coração com os braços
- BT21: representam os cantores do BTS. Cada um deles traz a personalidade de um cantor
- Dan: docinhos
- Disband: fim de um grupo
- Dorama: novela sul-coreana
- Fighting: “Você consegue! Boa sorte!”
- Flower pose: colocar as mãos em concha sob o queixo, simulando as folhas de uma flor
- Hallyu: onda cultural coreana
- Heart finger: Fazer um coração com os dedos
- Idol: celebridade e artista do K-pop
- K-pop: korean pop
- K-popper: fã de K-pop
- Maknae: o membro mais novo em um grupo
- Netizen: internauta
- Nugu: “Quem é esse?”
- Omma: mãe
- Otaku: fã de anime
- Pepero: biscoito em forma de palito e de um game onde o objetivo é conseguir um beijo
- Rookie: grupos novatos
- Selca: selfie
- Saranghe: te amo
- Seong-gong: sucesso
- Yeppeuda: pessoa muito bonita


Girl Gang  (Foto: Divulgação)
Girl Gang (Foto: Divulgação)
Busca da perfeição
Três mocinhas elegantes. Mas não só isso!

Poderosas e com uma sincronia afinada através de muito ensaio, as universitárias Enya Campos Denadai, 18, Katleluise Mantovani de Souza, 20, e a professora de dança e educadora física Agda Feller, 27, integram, há três anos, o Girl Gang e arrasam nos passos de K-pop e outros estilos.

“No K-pop, eles têm uma rotina bem definida, tudo em busca da perfeição. Nos identificamos com todo esse perfeccionismo coreano.

Em 2008, entrei, acidentalmente, num clipe de K-pop do Super Junior e gostei. O estilo tem uma pegada feliz, animada. Tentei aprender coreano, mas é muito difícil”, conta Katleluise, a Kat.

 (Foto: Diculgação)
(Foto: Diculgação)
 Até comida dos ídolos
O confeiteiro Lukas Schultheiss, 32, acompanha de perto a paixão coreana.

“Eles veem seus ídolos comendo determinado produto nos clipes e nos bastidores de shows e também querem! Muitos choram, dizem que não vão abrir a comida até o clipe sair. Montei um combo para as pessoas que foram assistir ao filme 'Bring the Soul: The Movie', da banda BTS. Tinha as mesmas coisas que os cantores estavam comendo!”, salienta Lukas que, em feiras, recepciona os clientes da YAZ Doceria em coreano.


O Tribuna Online entrevistou a coach e psicóloga organizacional e clínica, Livia Marques para falar um pouco sobre comportamento de fã. Confira:

Tribuna Online: Intensidade pode ser uma das definições da relação entre fã e celebridade. Concorda? Para você, qual a melhor definição de fã?
Lívia: Interessante falarmos sobre fã, pois muitas vezes essa palavra pode se confundir com sentimentos e até com a própria personalidade da pessoa.

As vezes ela deixa de ser ela para ser o seu dito ídolo. Ser fã, de forma saudável, é gostar e admirar uma pessoa. Tendo como pontos marcantes a carreira, a forma que aquela pessoa lida com as situações e outras pessoas.

Tribuna Online: Como identificar um "fã de carteirinha"?
Lívia: Bem, como para tudo na vida há limites, acredito que o mesmo se aplica para quem curte determinada celebridade. Fã de carteirinha é aquele que sabe o que seu ídolo produz e tem a crítica real (sendo boa ou não) sem deteriorar ou machucar alguém sobre a pessoa que admira.

Até para ser fã se tem limites, é importante falar sobre isso. Ser fã não é por exemplo deixar de lado compromissos e se anular por conta da pessoa que você admira, como eu costumo dizer precisa ser saudável.

Tribuna Online: Quais os principais perigos e sinais de que a relação entre fã e ídolo esteja passando dos limites?
Lívia: 
Neste caso gosto usar um exemplo de um filme que eu assisti: "O Guarda Costas" acho esse filme incrível para pensarmos em limites para fãs. Um dos primeiros pontos que gosto de salientar é: Você está deixando a sua vida de lado, de produzir realmente para você para viver a vida do seu ídolo, é algo que precisa ser revisto.

A pessoa que você admira tem a vida dela e seus afazeres normais ela é uma pessoa também, então pode fazer algo que você não esteja esperando, pode ser que você sinta raiva. Observe bem como você externa está raiva, pode ser que ela esteja disfuncional, busque auxílio para lidar com ela.

Tribuna Online: Os ídolos também têm responsabilidades (por meio dos seus comportamentos) sobre os resultados produzidos nos fãs?
Lívia: Sim. Quando você está num lugar de destaque você é mais visto, mais notado e seus fãs podem se espelhar em você.

Gosto sempre de frisar que o ídolo é um ser humano e pode cometer erros, então quando fizer algo ou conversar com seus fãs não se ache o dono da verdade e muito menos a pessoa "vislumbrante" que você pode ser aos olhos do seu fã.

Tribuna Online: Os jovens são sempre os maiores fãs? A idade tem a ver com a temática?Lívia: Acredito que cada faixa etária possui seu nível e quantidade de fãs. Pode ser criança, adulto, adolescente ou idoso. Isso independe de idade. O que podemos dizer é que adolescentes por terem uma maior acessibilidade as redes sociais, hoje e também a tv são os maiores em demonstrar.

Mas principalmente há de se pensar que o adolescente é aquele que está em formação para virar um adulto funcional, provavelmente por isso focamos mais neles.

Tribuna Online: Já ouviu falar em fantropologia?
Lívia:
Seria a Fantropologia mais um nome que damos aos fãs que amam incondicionalmente e de uma forma disfuncional? Por exemplo o fã de "O guarda Costas". Provavelmente sim. O fã quando acredita que seu dito “ídolo" que passa a ser "Deus" apenas pode ser venerado por ele.

É aquele fã que realmente deixa de viver sua vida, guarda por exemplo peças íntimas do seu venerado(a). Deixa de viver, passa a ser como a pessoa que ele venera. Pode realmente ser um comportamento que necessite de ajuda de um profissional qualificado de saúde.

Tribuna Online: Qual a diferença de comportamento de fãs no passado e agora, com a existência das mídias sociais?
Lívia:
Hoje realmente é diferente, não se foca apenas em revistas, TV e rádio. Hoje a informação é rápida, já perceberam como somos rápidos em saber da vida dos que admiramos? Temos mais informação em tempo real e com isso podemos ficar mais "vidrados" em acompanhar nossos ídolos em tempo real.


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