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Bolsonaro libera produção de cerveja com mel e leite

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Economia

Bolsonaro libera produção de cerveja com mel e leite


O novo decreto para regularização de exigências que considere uma bebida como cerveja foi publicado pelo governo na última terça-feira (9).

O projeto foi recebido com preocupação por parte de empresas e de profissionais do setor, pois autoriza o uso de corantes, dióxido de carbono e nitrogênio para corrigir a fermentação.

Além disso, a utilização de ingredientes de origem animal, como leite e mel, passa a ser autorizado na produção da bebida.

O decreto altera texto em vigor desde 2009, eliminando uma série de restrições para a produção da bebida, como por exemplo, a adição de álcool e a substituição do lúpulo por outros princípios amargos. Além disso, a norma acaba com dispositivos da classificação da cerveja como leve, extra ou forte.

A preocupação de parte de profissionais cervejeiros vem do pressuposto de que, com a autorização de alguns dos novos ingredientes e métodos de produção, a cerveja que chega a mesa dos brasileiros passe a ser preparada com ingredientes com preços mais baratos, por conseguinte, de menor qualidade tanto no sabor, quanto no aroma.

"O grande público consumidor de cervejas de massa, produzidas pelas grandes indústrias cervejeiras, certamente vão sofrer com a diminuição da qualidade (aroma/sabor) e passarão a consumir uma cerveja menos saudável", conta Daniel Lordello, proprietário da cervejaria Barba Ruiva.

Ainda de acordo com ele, o novo decreto favorece os grandes fabricantes, que utilizarão ingredientes mais baratos e continuarão usando o valor de mercado para um produto com a qualidade reduzida.

A liberação do uso de ingredientes de origem animal, no entanto, foi celebrado por pequenos produtores. Uma demanda há muito pedida pela classe ao poder público.

"Quanto a utilização de derivados animais, essa era uma briga das cervejarias artesanais para que fosse liberada. Pois as cervejarias artesanais utilizam vários ingredientes para dar uma característica específica ou identidade à cerveja", relatou Daniel Lordello.

Ainda segundo ele, no entanto, o novo decreto não funciona como um impulsionamento para o mercado de cervejarias artesanais, uma vez que o setor ainda é pequeno diante das grandes marcas industriais.

De acordo com o Ministério da Agricultura, o limite de uso de cereais não maltados como arroz e milho permanece nos 45% acordados no ano de 2009. Segundo o ministério, não existe interesse de que o limite seja expandido.

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